Em visita a Bagdá, Bush reitera apoio a iraquianos

Em uma visita surpresa à Bagdá nesta terça-feira, o presidente americano, George W. Bush, afirmou que os Estados Unidos continuarão apoiando o Iraque, e assegurou que cumprirá sua palavra. Bush discutiu os próximos passos da turbulenta guerra no Iraque, que já dura três anos, com o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki.Em declarações dadas junto ao Governo iraquiano, Bush, disse que o futuro do Iraque "está nas mãos" do primeiro-ministro, e garantiu que o novo Executivo do país árabe contará com todo o apoio dos Estados Unidos."Vim olhá-lo nos olhos e dizer-lhe que, quando os Estados Unidos dão sua palavra, ela será cumprida", disse Bush a Maliki, no começo de uma videoconferência entre o Governo iraquiano e Bush, de um lado, e vários membros do Gabinete americano reunidos em Camp David, no estado americano de Maryland, do outro.Sentado à mesa com Maliki à esquerda e o embaixador dos EUA em Bagdá, Zalmay Khalilzad, à direita, Bush reiterou que o Iraque é "uma frente central na guerra contra o terrorismo".O presidente disse estar "impressionado" com o gabinete de Maliki, pois seus membros "são pessoas de todas as partes do país" e representam "todo o povo iraquiano".Bush afirmou que os colaboradores de Maliki formam "um grupo impressionante de pessoas e, se tiverem a ajuda necessária, podem fazer um grande trabalho".O primeiro-ministro iraquiano completou seu Governo de união nacional com a nomeação, na quinta-feira passada, dos titulares do Interior, Defesa e Segurança Nacional, cargos disputados durante meses por diversas forças políticas.Bush deu suas declarações em um dos edifícios da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, na chamada "zona verde", a parte mais protegida da capital.Enquanto isso, estavam reunidos em Camp David o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney; o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld; a secretária de Estado, Condoleezza Rice; o secretário de Justiça, Alberto Gonzales, e o chefe do Estado-Maior da Defesa, o general Peter Pace, entre outros.Além de Maliki, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, e os ministros iraquianos, Bush se reunirá com o general George Casey, comandante das forças americanas no Iraque, e discursará para cerca de 800 soldados.Esta é a segunda viagem de Bush ao Iraque. Em novembro de 2003, ele visitou o país para participar do tradicional jantar do Dia de Ação de Graças com militares americanos.Visita surpresa A viagem de Bush ao Iraque foi planejada por seis pessoas da Casa Branca no mais absoluto sigilo, ao ponto de o primeiro-ministro iraquiano só saber da visita minutos antes de cumprimentar o líder americano, segundo fontes oficiais.O Governo tinha organizado uma reunião do "gabinete de guerra" na residência presidencial em Camp David, em Maryland. O encontro, na verdade, era uma forma de facilitar a visita de Bush sem que a viagem viesse à tona na Casa Branca.Apenas 14 repórteres, com responsabilidade de compartilhar a informação com toda a imprensa, receberam uma chamada para estar na noite de segunda-feira no aeroporto da base militar de Andrews, em Maryland, sem mais instruções.Os jornalistas foram informados que Bush deveria participar de uma reunião no norte do estado da Virgínia.Usando roupas informais, sem gravata e com um boné de beisebol, Bush entrou no "Air Force One" pela parte de trás, em vez de pela frente - como é habitual - e disse: "´Potus´ está a bordo". "Potus" é um acrônimo que significa "Presidente dos Estados Unidos" emInglês.Do aeroporto iraquiano, Bush foi de helicóptero à embaixada temporária dos EUA em Bagdá, trajeto que durou cerca de seis minutos e que é considerado a parte mais perigosa da viagem.

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