Evan Vucci/AP
Evan Vucci/AP

Trump condena atentado terrorista em Manchester: 'perdedores do mal'

Em visita aos territórios palestinos, presidente americano lamentou a morte de jovens inocentes em ataque após show da cantora Ariana Grande; ele ofereceu condolências ao britânicos e ajuda para as investigações

O Estado de S.Paulo

23 Maio 2017 | 05h48
Atualizado 23 Maio 2017 | 10h23

BELÉM – O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou condolências e condenou o atentado ocorrido na noite de segunda-feira, 21, após um show da cantora americana Ariana Grande em Manchester, no Reino Unido.

“Quero começar oferecendo minhas orações ao povo de Manchester, expressar minhas mais profundas condolências aos feridos no ataque terrorista e às famílias das vítimas. Tenho absoluta solidariedade com o povo do Reino Unido”, afirmou ele em Belém, nos territórios palestinos ocupados na Cisjordânia, em entrevista coletiva ao lado do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

“Lamento a perda de tantas pessoas inocentes e bonitas, aproveitando a vida, assassinadas por perdedores do mal", acrescentou. “Não vou chamá-los de monstruosos, porque eles gostariam dessa alcunha. Vou chamá-los de perdedores, porque são isso, perdedores”, disse, em discurso após reunião com o representante palestino.

Logo depois, segundo a Casa Branca, Trump falou por telefone com a premiê britânica, Theresa May, para ofecerer o apoio dos EUA e publicou uma mensagem em sua conta no Twitter dizendo que os americanos "se solidarizam com a população do Reino Unido". Após a visita de quatro dias ao Oriente Médio, o líder americano vai à Europa para reuniões com chefes de Estado.

May afirmou que o incidente é tratado como um atentado terrorista pouco antes de o Estado Islâmico assumir a autorida do ataque - o maior ocorrido no Reino Unido nos últimos 12 anos. Em julho de 2005, muçulmanos ingleses mataram 52 pessoas em explosões suicidas no metrô de Londres.

O ataque. A polícia de Manchester confirmou que um criminoso suicida detonou os explosivos às 22h33min no horário local (18h33min em Brasília), quando milhares de fãs deixavam a Manchester Arena após o show da cantora Ariana Grande. 

"Nossa sociedade não pode tolerar que o derramamento de sangue continue. Não podemos aceitar por nem mais um segundo o massacre de pessoas inocentes", disse Trump. "Os terroristas e extremistas e aqueles que os apoiam devem ser expulsos de nossa sociedade para sempre. Essa ideologia perversa deve ser completamente extinta", afirmou.

Donald Trump visita Jerusalém e os territórios palestinos ocupados, na Cisjordânia, na segunda parte de sua primeira viagem internacional como presidente. Mahmud Abbas e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, também condenaram o ataque, assim como vários líderes internacionais. / EFE, REUTERS e AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.