Em visita ao Brasil,Maduro pede venda de mais alimentos

Presidente venezuelano se reúne com Dilma e busca ajuda para enfrentar crise de energia e de abastecimento

LISANDRA PARAGUASSU, RAFAEL MORAES MOURA, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2013 | 02h04

Em sua primeira visita ao Brasil como presidente da Venezuela, Nicolás Maduro pediu ajuda à presidente Dilma Rousseff para abastecer seu país. Com a grave escassez que ameaça a estabilidade do governo venezuelano, Maduro pediu vendas emergenciais de alimentos ao Brasil e ajuda para desenvolver a agricultura no país, além de apoio para enfrentar a crise no setor elétrico que tem provocado constantes apagões.

"Conversamos longamente para apoio nesse sentido. O Brasil, uma vez mais, estará aqui para atingirmos o objetivo de curto prazo de nos abastecer", disse o presidente venezuelano na declaração à imprensa, após uma reunião de mais de duas horas com Dilma.

Os ministros da Agricultura de Brasil e Venezuela reuniram-se com suas equipes para determinar quais alimentos são mais necessários e qual a possibilidade de o País fazer uma venda emergencial nas próximas semanas.

Açúcar, óleo de cozinha, farinha de milho e leite estão entre os principais produtos que desapareceram das prateleiras na Venezuela já no final do ano passado. O governo acusa empresários oposicionistas de esconder alimentos para prejudicar o governo.

Segundo o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia, o Brasil também deverá ajudar a Venezuela na crise de energia. Há cerca de três semanas, Maduro decretou estado de emergência em razão de constantes apagões. "A Venezuela tem gás, tem petróleo, não tem razão para sofrer problemas de abastecimento de eletricidade."

Maduro presenteou Dilma com um quadro de seu padrinho político, Hugo Chávez, que morreu em 5 de março.

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