EFE / EPA / Erin Schaff / POOL
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Em visita ao Capitólio, Biden homenageia policial morto no ataque de 6 de janeiro

Brian Sicknick, de 42 anos, morreu no dia seguinte à invasão em decorrência dos ferimentos sofridos

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2021 | 04h33

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez uma visita ao Capitólio na noite de terça-feira, 2, para prestar seu respeito a Brian Sicknick, o policial morto quando partidários do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio no mês passado.

Em uma cerimônia solene, os restos mortais cremados de Sicknick chegaram na noite de terça-feira para serem homenageados na Rotunda do Capitólio até o meio-dia de quarta-feira. Ele morreu em decorrência dos ferimentos no dia seguinte ao ataque.

Biden e sua esposa, Jill, estavam diante dos restos mortais com as mãos sobre o coração em uma homenagem silenciosa a Sicknick.

Os líderes democratas e republicanos do Congresso dos EUA compareceram à Rotunda para a cerimônia. Um por um, os colegas da Polícia do Capitólio de Sicknick se aproximaram do receptáculo contendo os restos mortais e saudaram. Os legisladores dos EUA terão sua vez na manhã de quarta-feira.

Sicknick foi uma das vítimas do ataque ao Capitólio por centenas de partidários de Trump, após um discurso inflamado no qual o então presidente os exortou a "lutar" contra a vitória eleitoral de Biden. Quatro outros morreram na ocasião.

O incidente levou ao segundo pedido de impeachment de Trump e na próxima semana ele enfrentará julgamento no Senado sob a acusação de incitar a insurreição. Os advogados de Trump argumentaram na terça-feira que os legisladores não podem legalmente impugnar um ex-presidente e ele mais uma vez alimentou alegações de fraude eleitoral.

Desde o século 19, os caixões de cerca de três dúzias de americanos ilustres foram homenageados no Capitólio. Doze ex-presidentes, juntamente com outros funcionários do governo, juízes e líderes militares, foram velados no prédio do Estado.

Na ataque violento de 6 de janeiro, Sicknick foi pulverizado com spray de pimenta e atingido na cabeça, segundo seu pai. Uma equipe de ambulância o ressuscitou duas vezes quando ele foi levado às pressas para um hospital próximo. Ele morreu em 7 de janeiro e nenhuma acusação foi feita no caso.

Sicknick, que serviu na Guarda Nacional Aérea de Nova Jersey, ingressou na Polícia do Capitólio em 2008.

A categoria de "ser posto em honra" foi criada depois que dois oficiais da Polícia do Capitólio foram mortalmente feridos em 1998 por um atirador que correu para os escritórios do então comandante da maioria Tom DeLay.

Sicknick, que morreu aos 42 anos, é o quinto americano a receber honras na rotunda do Capitólio. Os outros dois foram a ativista negra Rosa Parks em 2005 e o reverendo Billy Graham em 2018.

Os membros do Congresso poderão ver Sicknick na manhã de quarta-feira. Haverá uma homenagem do Congresso na quarta-feira, antes da partida cerimonial./Reuters

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