Em visita, Hillary pede reforma política na Nigéria

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu hoje que a Nigéria, um país rico em petróleo, realize amplas reformas políticas e reduza as tensões que levaram à violência sectária e a problemas na produção petrolífera no Delta do Níger. Em sua quinta parada durante um giro pela África, Hillary disse que as ações nessas frentes são necessárias, a fim de se proteger o status do país como o principal produtor de petróleo da África. O país é também o que mais recebe investimentos dos Estados Unidos na região. Hillary se encontrou com o ministro das Relações Exteriores nigeriano, Ojo Maduekwe. O ministro garantiu que o presidente Umaru Yar''Adua realizará uma reforma política.

AE-AP, Agencia Estado

12 de agosto de 2009 | 14h25

"Nós apoiamos e encorajamos fortemente os esforços do governo da Nigéria para aumentar a transparência, reduzir a corrupção e fornecer apoio aos processos democráticos, na preparação para as eleições de 2011", afirmou ela. Autoridades norte-americanas apontam a Nigéria, nação mais populosa da África, como definidora de tendências para o restante do continente. Eles demonstram preocupação com a instabilidade e risco de golpe no país, especialmente após as eleições de 2007, marcadas por fraudes.

A Nigéria é o quinto principal fornecedor de petróleo para os EUA. Os norte-americanos se preocupam com os sequestros no Delta do Níger, onde grupos indígenas reclamam fortemente da exploração das reservas de petróleo por companhias estrangeiras. A violência na região levou a cortes na produção. A situação levou, em junho, Angola a superar a Nigéria na produção mensal de petróleo. Para tentar controlar a situação, o governo local ofereceu aos militantes do Delta do Níger anistia, caso eles entreguem suas armas, registrem-se e participem de programas de reintegração.

Maduekwe disse que a oferta de anistia já ajudou a ampliar a produção de petróleo. Hillary disse que a proposta era "bastante promissora" e Washington analisaria formas de ajudar no caso. Os EUA também se preocupam com a recente explosão de violência sectária, causada pela morte de um líder militante islâmico da seita Boko Haram. Os distúrbios deixaram mais de 700 mortos no norte do país, de maioria muçulmana. Hillary não quis comentar esse caso. A secretária de Estado deve ainda passar por Libéria e Cabo Verde.

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