Kena Betancur/Reuters
Kena Betancur/Reuters

Em visita, Lula vai oferecer pacote para reconstrução do Haiti

Plano prevê produção de energia a partir de biomassa, coleta de lixo, incentivo a agricultura e casas populares

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

03 de fevereiro de 2010 | 15h06

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, disse hoje que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar, na viagem que fará ao Haiti no dia 25 de fevereiro, um pacote de ajuda para a reconstrução do país.

"Não vamos criar um pacote virtual, mas real. O que o presidente vai anunciar é real", afirmou o embaixador Antonio Simões, que participa do gabinete de crise montado para acompanhar a situação no Haiti. 

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O pacote prevê, por exemplo, continuidade ao projeto de estruturação da coleta de lixo e utilização desse material para produção de energia, em substituição ao uso da madeira como fonte de energia. Também está previsto algum tipo de ajuda para agricultura, a fim de aproveitar a fuga de parte da população da capital para o campo, depois do terremoto.

 

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Outro projeto é de construção de casas populares de baixo cus to, aproveitando experiências brasileiras, mas com material de construção disponível no Haiti, além de formação de mãe de obra, com ajuda de técnicos do SENAI.

O embaixador informou que no início do mês de março, será realizada uma reunião em Nova Iorque, para dar sequência à reunião de Montreal, para que sejam definidos pacotes de ajuda dos países ao Haiti. Futuramente, afirmou o embaixador, será necessário um trabalho para o reflorestamento do país.

Promessas

O ministro Jorge Félix comentou que existem vários projetos prontos para serem executados no Haiti, há algum tempo, mas que faltou dinheiro, porque muitas das doações anunciadas nunca chegaram. Ele citou, por exemplo, que em 2004 havia uma doação oferecida de US$ 2 bilhões para o Haiti, que nunca chegaram ao destino, adiando alguns projetos. "Talvez agora, em que há esta mobilização mundial, seja mais fácil conseguir financiamento para estes projetos", disse.

"Talvez a única coisa positiva deste terremoto seja, agora, chamar a atenção para as necessidades do Haiti, aproveitando a opinião púbica mobilizada para chamar a atenção para canalizar recursos para a reconstrução do país", prosseguiu o ministro. A ONU estimou que, a princípio, seriam necessários US$ 500 milhões para dar início à reconstrução do país.

 

 

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