Em Washington, presidente eleito do Haiti pede ajuda à oposição

Em Washington, presidente eleito do Haiti pede ajuda à oposição

De acordo com o resultado das eleições, oposição dominará o Parlamento haitiano

Estadão.com.br,

21 de abril de 2011 | 22h07

WASHINGTON - O presidente eleito do Haiti, Michel Martelly, pediu ajuda à oposição do país para que tenham uma colaboração "harmoniosa" em benefício de todos os haitianos. O apelo foi feito por Martelly nesta quinta-feira, 21, ao lado da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, em Washington.

 

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Martelly está em visita aos Estados Unidos desde a última terça-feira. Ele e a secretária de Estado falaram a jornalistas na primeira coletiva de imprensa realizada desde que o Comitê Eleitoral Provisório do Haiti confirmou a vitória, ainda hoje. As eleições foram realizadas no dia 20 de março.

 

Ao saber do resultado oficial, Martelly, de 50 anos, disse que este "é um novo dia para o Haití". Ele foi eleito com 67,57% dos votos. Na quarta, o presidente eleito reclamou da reconstrução "desesperadamente lenta" no país.

 

De acordo com os resultados, a oposição vai dominar o Parlamento haitiano. Em Washington, Martelly disse, segundo a AFP, que para ele é "irrelevante" o fato de que o Inité tenha maioria na Assembleia Nacional. O partido do ex-presidente René Preval obteve 46 dos 99 assentos na Câmara dos Deputados e maioria no Senado, com 17 dos 30. Inité significa "Unidade" no idioma oficial do país, crioulo.

 

Perfil

 

Michel Martelly é tido como o candidato dos jovens. Popular cantor haitiano de "compas", Martelly, também conhecido como "Sweet Micky", segue os passos de outro cantor, que teve a candidatura excluída do pleito deste ano, o rapper Wyclef Jean.

 

Sem experiência política prévia, ele já foi nomeado Embaixador da Boa Vontade para a Proteção do Meio Ambiente pelo atual governo. O candidato coloca suas esperanças na fama que tem entre os haitianos e busca sua base política entre os jovens.

 

O novo presidente deverá ser empossado em 14 de maio e vai enfrentar enormes desafios no cargo, como uma epidemia mortal de cólera, desnutrição, altos índices de analfabetismo (que chegam até a 80% da população) e cerca de 800 mil pessoas sem moradia no país.

 

O Haiti, país mais pobre das Américas, foi devastado há pouco mais de um ano por um terremoto de magnitude 7, que deixou 300 mil mortos e milhares de desabrigados.

 

Brasil

 

O Brasil tem o comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). A missão é composta por 18 países, na sua maioria latinoamericanos, e tem cerca de 12,2 mil homens - 8,9 mil soldados e 3,3 mil policiais.

 

O general de brigada Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira assumiu a chefia da Minustah no começo de abril. O posto é ocupado por um oficial brasileiro desde 2004, quando a missão foi instituída.

 

Com Agência Estado e Efe

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