Em Xangai, Sarkozy defende laços 'amigáveis' com China

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu hoje relações "confiantes e amigáveis" com a China, durante uma visita de Estado ao país. Sarkozy encerrou sua viagem em Xangai, onde participou da abertura de gala da Expo Xangai.

AE, Agência Estado

30 de abril de 2010 | 13h03

As relações entre França e China tiveram seu pior momento dois anos atrás, quando Sarkozy condenou a ação das forças de segurança chinesas na repressão a um levante no Tibete. Depois, o presidente francês se encontrou com o dalai-lama, líder espiritual tibetano acusado por Pequim de ser separatista.

Agora, Sarkozy qualificou a China como "um parceiro estratégico" e disse que irá trabalhar com o presidente Hu Jintao em uma série de temas, entre eles a reforma monetária global e o impasse envolvendo o programa nuclear do Irã. Sarkozy disse ao líder chinês que ainda é possível dialogar com o Teerã, mas as sanções ao país devem ser consideradas como um último recurso, caso o Irã se recuse a cooperar.

A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), com poder de veto. Até agora, o país relutado em apoiar uma quarta rodada de sanções contra seu estratégico parceiro comercial.

Feira

A Expo Xangai foi aberta com uma festa de gala, com direito a um belo espetáculo de fogos de artifício. A China considera esse evento importante para mostrar seu poderio político e seu peso econômico. Um total de 189 países participarão do evento, entre eles Estados Unidos, Brasil e até a Coreia do Norte. Trata-se de uma mostra de ideias, cultura e tecnologia que espera atrair 70 milhões de visitantes em seus seis meses de duração.

"A Expo 2010 está aberta!", disse o presidente Hu Jintao. O ator Jackie Chan estava presente na abertura, que deve contar ainda com o tenor Andrea Bocelli, o pianista Lang Lang e várias outras atrações. Os portões serão abertos para os visitantes amanhã. As informações são da Dow Jones.

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