Embaixada aguarda pedidos de ajuda

Apesar de ter deixado a Síria por segurança, embaixador do Brasil diz que missão ainda funciona em Damasco

BEIRUTE, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 03h05

Desde o início da recente ofensiva rebelde em Damasco, nenhum pedido de auxílio para retirada foi feito por brasileiros que desejassem deixar a Síria. Ainda assim, a representação do Brasil continua aberta e operando na capital.

Na manhã de sexta-feira, o embaixador do Brasil, Edgard Casciano, deixou Damasco em direção a Beirute, no Líbano. Mas, ao contrário do que se chegou a informar, a embaixada segue pronta a auxiliar quem deseja deixar a Síria em razão do conflito armado. Segundo Casciano, a retirada dos funcionários brasileiros expatriados vinha sendo preparada desde quarta-feira, quando a situação foi avaliada como "insustentável". "Foi uma decisão muito sábia e tomada no momento exato", disse o diplomata, referindo-se ao aval do Palácio do Planalto.

A partir de então, os funcionários trabalharam na adaptação da embaixada, na proteção de arquivos e na transferência do sistema consular, que precisou ser movido para Beirute. "O Brasil não fechou, nem desativou a embaixada. Eu estou aqui por questões de segurança. Mas a previsão é de retornar", disse Casciano ao Estado ontem.

Segundo o embaixador, um trabalho prévio de atualização dos documentos dos brasileiros residentes no país já vinha sendo feito. Casciano imagina que muitos dos interessados em deixar a Síria já o tenham feito sem comunicar a embaixada, partindo para o Líbano ou o Brasil. Mas a maior parte dos brasileiros no país é de sírios com dupla nacionalidade, com suas vidas pessoais e profissionais enraizadas no país - o que explicaria a ausência de demandas por auxílio nos últimos dias. "O plano de retirada está pronto. Mas nem no pior da crise, na semana passada, houve pedidos de repatriamento." / A.N.

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