Embaixada de Israel no Cairo reabre após invasão

A Embaixada de Israel no Cairo retomou ontem suas atividades normais, dez dias após ser ocupada por manifestantes egípcios que invadiram o prédio, arrancaram a bandeira israelense e destruíram documentos oficiais. Diplomatas e funcionários da missão tiveram de ser retirados do Egito em caráter de emergência.

CAIRO, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2011 | 03h06

Os manifestantes protestavam contra a morte, em agosto, de cinco militares egípcios em um bombardeio israelense na fronteira com Gaza quando as forças de Israel perseguiam palestinos que teriam cometido um atentado que matou oito pessoas no sul de Israel. As relações entre Cairo e Tel-Aviv já haviam sofrido um duro golpe com a queda do presidente do Egito, Hosni Mubarak, em fevereiro.

No domingo, policiais e soldados armados montaram guarda na porta da embaixada, garantindo a volta dos diplomatas israelenses ao prédio. Alguns já haviam retornado ao Cairo. Autoridades de ambos governos empenharam-se em agilizar a reabertura da embaixada, evitando o agravamento da crise bilateral.

Para Israel, a aliança estratégica com o Egito tornou-se mais importante do que nunca, principalmente após a deterioração das relações com a Turquia e em meio à luta contra o reconhecimento de um Estado palestino na ONU e à instabilidade regional causada pelos movimentos populares no mundo árabe.

De acordo com o general Amos Gilad, chefe de política e segurança do Ministério da Defesa de Israel, a primavera árabe complicou a dinâmica da região. Por isso, segundo ele, "a paz com o Egito é um pilar que tem de ser preservado". / AP

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