Embaixada do Brasil em Ottawa não registrou ocorrências em razão de atentados

Cerca de 1,4 mil brasileiros moram na cidade, dos quais 256 são estudantes; sede da representação diplomática fica próxima ao centro

O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 18h02

Ottawa, onde ocorreram os atentados de ontem no Canadá, tem uma comunidade de cerca de 1,4 mil brasileiros, dos quais 256 são estudantes, de acordo com dados fornecidos pelo conselheiro Pablo Cardoso, da embaixada brasileira no país, que tem sede na cidade.

No plantão mantido pela embaixada, não houve pedidos de esclarecimento ou ajuda em razão dos ataques por parte dos brasileiros que moram em Ottawa, segundo Cardoso.

A embaixada do Brasil em Ottawa fica a cerca de 2,5 quilômetros de distância do centro da cidade, onde os atiradores agiram no Memorial da Guerra e no Parlamento. Trabalham no local 28 funcionários, dos quais 20 são brasileiros - incluindo o embaixador Pedro Brêtas.

"As coisas por aqui estão tranquilas", disse Cardoso. "As investigações estão em curso e as autoridades policiais só pedem que fiquemos nos escritórios."

O conselheiro brasileiro classificou os atentados como um "evento fora da curva" na rotina do Canadá. "É um país pacífico, modelo de boa convivência, com uma variedade étnica grande e sem grandes problemas", disse. "Para encontrar algo parecido é preciso voltar aos anos 70, quando organizações separatistas cometeram atentados."

Brasileiros. Apesar do clima dealerta, a situação ficou mais tranquila ao longo do dia, segundo depoimentos de brasileiros que moram em Ottawa. 

Abióloga Juliana Lo-Presti, de 36 anos, se preparava para ir à Universidade deOttawa, onde estuda, quando viu pela TV o que havia ocorrido. Por estarpróxima ao local dos ataques – a cerca de 1 quilômetro do Memorial da Guerra, onde um soldado foi morto – a universidade ficou fechada durante odia. Por seu site, aconselhou os alunos que não saíssem de casa. 

Juliana contou que está surpresa pois nos três anos em que vive na cidade nada parecido ocorreu. Ela disse que a polícia expandiu o perímetro interditado já que aregião dos ataques, por estar próxima à Universidade de Ottawa e ao principalshopping da cidade, é muito movimentada.

Já a estudanteda Universidade de Carleton, Raquel Nunes, de 22 anos, diz que sua rotina não foialterada. Por estar mais afastada da região central, a universidade manteve ofuncionamento normal. Raquel conta que assistiu a todas as aulas e voltou paracasa de ônibus.

O doutorando da Universidade de Ottawa, RafaelCamargo, de 37 anos, também estava em casa quando soube dos tiroteios. Ele disse que, apesar de os ataques serem o assunto principal nas redes socais, acredita que o clima de pânico esteja mais restrito às pessoas diretamenteenvolvidas, como aquelas que trabalham nos locais dos atentados.

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