Embaixada do Brasil em Santiago atende brasileiros

A Embaixada e o Consulado-Geral do Brasil em Santiago entraram de prontidão desde as primeiras horas da manhã de hoje para atender brasileiros em dificuldades por causa do terremoto que atingiu a região central e a capital do Chile. A embaixadora Graça Carrion informou que os dois escritórios estão em contato permanente com as autoridades chilenas para avaliar a extensão dos estragos e definir a ajuda brasileira aos esforços de socorro às vítimas.

AE, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2010 | 15h56

Cerca de 8 mil brasileiros moram atualmente no Chile, a maioria em Santiago, Valparaíso e Viña Del Mar. As três regiões foram atingidas pelo terremoto mas, segundo a embaixadora, até agora não há registro de brasileiros mortos ou com ferimento grave. Alguns pediram apoio para retornar ao Brasil, mas não há previsão de embarque porque o aeroporto de Santiago está interditado e só deve retomar a normalidade em três dias.

Trata-se principalmente de turistas ou visitantes casuais que tiveram seus hotéis ou habitações interditados por causa do risco de desabamento. "Após o terremoto, eles foram para o meio das praças e se encontram muito desconfortáveis", explicou Graça. Segundo a embaixadora, o consulado está encaminhando feridos a hospitais, indicando alojamento para desabrigados e dando o apoio material possível. Está recomendando também que quem puder se mantenha em casa, ou nas proximidades, evitando circular nas ruas ou estradas. "Estamos atendendo os casos de emergência e pedindo um pouco de paciência aos demais", observou a embaixadora. Outros brasileiros, conforme ela informou, pediram para retornar ao Brasil apenas por medo dos novos tremores, que continuam ocorrendo, embora em menor escala. O caso mais dramático, segundo o relato da embaixadora, é o de uma carioca que perdeu a mãe e não pôde viajar hoje para o enterro no Brasil, por causa da interdição do aeroporto e do transporte rodoviário.

Após o terremoto principal, às 3h45 deste sábado, outros 18 abalos menores se sucederam ao longo do dia e as autoridades chilenas alertaram para o risco de um novo grande abalo, acima dos 8 graus de magnitude. Diversas rodovias de acesso a Santiago sofreram rachaduras e se formaram crateras. Veículos têm caído nelas, fazendo aumentar a cada instante o número de vítimas.

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