Embaixada do Brasil no Iraque reabre, mas na Jordânia

Após 15 anos de interrupção, o Brasil se torna o primeiro país latino-americano a reativar a embaixada no Iraque. De acordo com o Itamaraty, o embaixador Bernardo de Azevedo, designado para o cargo, ficará inicialmente baseado na embaixada brasileira em Amã, na Jordânia, até que as condições de segurança iraquianas permitam a instalação da embaixada em Bagdá. Azevedo já apresentou suas credenciais ao presidente Jalal Talabani. De acordo com a assessoria de imprensa do Itamaraty, a embaixada foi fechada em 1991, na primeira guerra do Golfo - quando o Iraque tentou invadir o Kuwait - atendendo a uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU). "Mas a relação diplomática entre os dois países foram mantidas normalmente, tanto que a embaixada do Iraque aqui em Brasília continua funcionando", informou a assessoria. Segundo ele, a relação é "antiga e foi bastante estreita no passado". "Só que em 1991, o Brasil retirou seu embaixador de lá no decorrer da primeira guerra do golfo e desde então não voltou a ter embaixador em território iraquiano". O assessor disse que a decisão do governo de reativar a embaixada atende à reivindicação de autoridades iraquianas. Ele negou qualquer tipo de relação com um possível aval à invasão dos Estados Unidos naquele país. "Vários países fizeram (reabriram as embaixadas), inclusive os que não apoiaram a decisão norte-americana", frisou. Sobre eventuais negócios, ele disse que a iniciativa caberá aos próprios empresários, alguns dos quais já atuavam naquele país, mesmo sem contar com uma estrutura de apoio.

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