Andrew Harnik/AP
Andrew Harnik/AP

Embaixada dos EUA em Havana é reaberta em clima de normalidade

Sem cerimônia, antigo Escritório de Interesses americano na ilha mudou de status nesta segunda-feira; içamento da bandeira americana deve ocorrer em 14 de agosto, com visita de John Kerry

O Estado de S. Paulo

20 de julho de 2015 | 12h44

HAVANA - O Escritório de Interesses dos EUA em Cuba reabriu suas portas nesta segunda-feira, 20, já como embaixada, no meio de um ambiente de expectativa, sobretudo midiático, e com as frequentes filas de cubanos para solicitar ou tramitar vistos.

Dezenas de meios de comunicação internacionais se congregaram desde a madrugada nos arredores do edifício, situado em pleno Malecón, para cobrir este dia em que se abre também uma nova etapa entre os dois países que foram inimigos durante mais de meio século e hoje recuperaram os laços diplomáticos quebrados desde 1961.

Para a cerimônia oficial de abertura da embaixada será preciso esperar o secretário de Estado de EUA, John Kerry, que visitará Cuba no dia 14 de agosto, segundo informações da rede de televisão "CNN".

O acontecimento não alterou a habitual imagem na zona onde antes ficava o Escritório de Interesses de EUA, ao qual centenas de cubanos iam diariamente para realizar trâmites migratórios.

Os que hoje estavam na fila manifestaram aos jornalistas esperança e entusiasmo perante a nova etapa aberta entre Cuba e Estados Unidos, embora também haja alguns mais cautelosos.

Yuniet Romeo, uma mulher de 30 anos de Santiago de Cuba, disse que espera "sejam agilizados" os procedimentos das viagens temporárias para os cubanos que querem ir ver seus parentes que residem nos Estados Unidos e também o contrário.

Não faltaram também os visitantes curiosos que se aproximaram da Embaixada americana para viver o momento, como o caso de vários turistas do Brasil, Porto Rico e México, entre outros países.

Uma delas, Anastasia Romero, mexicana de origem cubana de 20 anos, que visita na ilha pela primeira vez, manifestou que se aproximou da zona para celebrar "a união de dois países que nunca deviam ter se separado".

Cuba e Estados Unidos inauguram hoje uma nova era com o restabelecimento de suas relações diplomáticas, quebradas e a reabertura de suas embaixadas em Havana e Washington. Desde esta segunda-feira é formalmente efetiva essa restauração diplomática, o que culmina na primeira fase do histórico degelo anunciado há sete meses, em 17 de dezembro de 2014, pelos presidentes Barack Obama e Raúl Castro. / EFE

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