Embaixada dos EUA em Roma é informada sobre ameaça

Uma equipe de investigadores italianos informou oficialmente hoje funcionários do governo norte-americano sobre a descoberta de um orifício incomum em um túnel próximo à embaixada dos EUA em Roma. Segundo a polícia, o buraco poderia estar vinculado a um grupo de marroquinos, suspeito de planejar um ataque com armas químicas. O túnel é usado para a tubulação de água e gás e para a passagem de fios elétricos e telefônicos. O orifício foi descoberto na última quarta-feira, um dia depois da detenção dos marroquinos.Segundo a imprensa local, o orifício foi encontrado no túnel sob a Avenida Boncompagni, adjacente à embaixada norte-americana. O buraco não estava no local em janeiro, a última vez que foram realizadas obras no túnel.A polícia italiana recusou-se hoje a fazer comentários sobre o assunto. Oito dos suspeitos foram capturados em uma caçada policial, na semana passada. Na operação, foram apreendidos também quatro quilos de um composto à base de cianeto, explosivos leves e mapas de Roma, nos quais se destacavam a embaixada dos EUA e o sistema de distribuição de água da capital.Um novo suspeito entregou-se à polícia no final de semana na região sulista da Calábria. O homem não foi imediatamente identificado.Em sua primeira aparição diante de um juiz, no domingo, os suspeitos negaram pertencer a grupos terroristas e disseram não saber como o cianeto foi parar em seu apartamento. O juiz ordenou que os marroquinos permaneçam detidos, por associação subversiva. O advogado de defesa Domenico Martelli disse hoje que apelará da ordem do magistrado. Ele acrescentou que os explosivos seriam sobras das festas de fim de ano. Leia o especial

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