Embaixada dos EUA pede que americanos deixem Guiné

A embaixada dos Estados Unidos em Guiné ordenou que os membros de famílias americanas deixem o país, após o governo declarar "estado de sítio" nesta segunda-feira por conta de manifestações que mataram dezenas de pessoas nos últimos dias.Os civis de Guiné foram proibidos de deixar suas casas nesta terça-feira pelo toque de recolher que foi importo no país. No entanto, houve troca de tiros no subúrbio da capital e jovens tentaram recomeçar os protestos.O presidente da Guiné, Lansana Conte, declarou lei marcial nesta segunda-feira no país, na África Ocidental, a fim de conter a onda de manifestações sindicais contra seu governo, que dura 23 anos. "Devido à destruição e às perdas em termos de vidas humanas, decidi decretar lei marcial em todo o território nacional", disse Conte pela rádio pública. A lei marcial proíbe reuniões públicas, dá poder aos militares para prender quem eles considerarem uma ameaça à segurança nacional e impõe um rígido toque de recolher. "Foram dadas ordens aos chefes das Forças Armadas para adotar todas as medidas apropriadas para defender o povo da Guiné do risco de guerra civil", disse o presidente. Mortes no paísPelo menos nove pessoas morreram na segunda-feira, quando os sindicatos retomaram a greve geral em protesto contra a nomeação de um aliado de Conte para o cargo de primeiro-ministro de consenso. Segundo a Associated Press, ao menos 27 morreram desde sábado nas manifestações.Nesta segunda, moradores locais disseram ouvir tiros na base militar de Alpha Yaya no subúrbio de Conacri e fumaça, possivelmente de barricadas e pneus queimando em vários locais da cidade.Grupos de jovens armados com facões e sabres marcharam pelas ruas, gritando por mudança em protestos que foram transmitidos pela Liberty, estação FM de rádio da Guiné. Seguranças bloquearam as ruas que levam ao centro da cidade, onde o governo está situado. Nenhum vôo foi alçado ou aterrissou desde sábado, de acordo com autoridades do aeroporto de Conacri.Os sindicalistas dizem que a indicação viola um pacto de compartilhamento de poder que encerrou uma sangrenta greve geral de 18 dias em janeiro. A manifestação de segunda-feira prejudicou a produção de bauxita, minério do qual a Guiné é o maior exportador mundial."Eles continuam com armas pesadas. Eu não dormi durante a noite por conta dos disparos", disse Aissatou Diallo, um residente do bairro de MedinaEm uma entrevista à TV local na segunda-feira, Conte disse que Guine está em "estado de sítio", uma emergência que permite que os militares tomem conta do país. Ele ordenou ao Exército que "tome qualquer medida necessária para restabelecer a ordem no país e proteger as pessoas de uma guerra civil.Segundo a lei do país, a declaração feita pelo presidente proíbe manifestações ou reuniões, além de exigir um toque de recolher aos civis, proibindo-os de ficaram nas ruas.

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