Embaixadas dos EUA desafiam Trump

Embaixadas dos EUA desafiam Trump

Apesar de proibição presidencial, várias sedes diplomáticas exibiram bandeira LGBT

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2019 | 21h41

WASHINGTON - Recentemente, diplomatas americanos no Brasil pediram autorização do Departamento de Estado para hastear este mês a bandeira LGBT nos consulados e na Embaixada dos EUA, citando a grande hostilidade com os gays no País desde a eleição do presidente conservador Jair Bolsonaro

Washington rejeitou o pedido, em um novo indício de que o governo Donald Trump está abandonando os direitos adquiridos pelos gays e transgêneros. A bandeira que representa os movimentos em favor dos gays não poderá ser hasteada diante das representações diplomáticas, instruiu o departamento a seu pessoal no Brasil e em outras missões ao redor do mundo. 

O hasteamento da bandeira tornou-se rotineiro nas sedes diplomáticas dos EUA desde 2011, quando a então secretária de Estado, Hillary Clinton, se manifestou em favor dos direitos dos gays. Mas, desde que o Departamento de Estado começou a recusar pedidos das embaixadas para hastearem bandeiras do movimento LGBT diante dos seus prédios no mês da Parada Gay, este ano, alguns diplomatas encontraram maneiras de desafiar, ou contornar, a nova política.

As fachadas das missões americanas em Seul, na Coreia do Sul, e em Chenna, Índia, estão parcialmente veladas por bandeiras de arco-íris, ao passo que em Nova Délhi a embaixada está iluminada por um arco-íris de luzes. O site da embaixada americana em Santiago, no Chile, exibe um vídeo do embaixador hasteando uma bandeira do movimento LGBT em 2018, no Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia.

O website da embaixada americana em Viena exibe a foto de uma bandeira do movimento abaixo da bandeira americana num mastro que se projeta do edifício. Em Jerusalém, diplomatas americanos se juntaram à Marcha pelo Orgulho e Tolerância. “Essa é uma insurreição de categoria”, afirmou um diplomata.

Em 2016, as autorizações ficaram a cargo de cada embaixador ou chefe de missão diplomática. Esse processo mudou em 2018 depois que Mike Pompeo se tornou secretário de Estado. Cristão evangélico, ele entende que o casamento deve ser definido como a união de um homem e uma mulher. / W.POST e NYT, TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

 

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