Embaixadas em Roma recebem pacotes-bombas; dois ficam feridos

Representações suíça e chilena são alvo da ação; grupo anarquista italiano assume responsabilidade

Agência Estado e Ansa

23 de dezembro de 2010 | 11h19

Atualizado às 19h34

 

Polícia italiana chega à embaixada suíça após explosão.

 

ROMA - Dois pacotes-bomba explodiram nesta quinta-feira, 23, nas embaixadas da Suíça e do Chile em Roma, na Itália, ferindo as duas pessoas que abriram os embrulhos, segundo a polícia.

 

Veja também:

linkAutoridades suspeitam de grupos anarquistas

 

O ministro de Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, qualificou a ação como um "deplorável ato de violência" contra as representações. Segundo um porta-voz da polícia, as explosão ocorreram quando os pacote foram abertos por funcionários da embaixadas.

 

Um grupo italiano anarquista reivindicou as duas explosões, segundo a agência Ansa. Uma mensagem da Federação Anarquista Informal foi encontrada em uma pequena caixa ao lado de um dos dois feridos. "Nós decidimos fazer nossa voz ser ouvida mais uma vez com palavras e ações (...). Viva a FAI. Viva a Anarquia", dizia o bilhete.

 

Segundo as investigações iniciais a cargo da embaixada da Suíça, um funcionário foi atingido pela explosão logo após a abertura da embalagem. O balconista foi levado ao hospital Umberto I e Code Red, gravemente ferido em ambas as mãos. Segundo os médicos, há risco dele perder sua mão esquerda.

 

Na representação ucraniana, foi constatada a existência de um pacote suspeito, mas o alarme era falso. Buscas estão sendo realizadas em todas as embaixadas e missões diplomáticas em Roma. A polícia está em contato com o Ministério de Relações Exteriores, que está autorizando e realização das inspeções em todas as missões diplomáticas na capital

 

 Fontes policiais garantiram que não se trata "em absoluto" de uma situação de crise e que, por enquanto, existem apenas dois episódios seguros de bombas que explodiram.

 

"É uma onda de terrorismo contra as embaixadas, algo muito mais temível que um ataque isolado", disse Gianni Alemanno, prefeito de Roma. Ele ainda acrescentou que as autoridades estão investigando os incidentes e disse que não há ligações com o pacote suspeito encontrado no metrô da cidade no início da semana.

 

Alerta

 

No mês passado, supostos radicais anarquistas gregos enviaram 14 cartas explosivas para embaixadas em Atenas - incluindo a suíça - e para líderes como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Ninguém ficou ferido, e apenas dois dispositivos foram detonados.

 

Há um crescente temor na Europa de que possam ocorrer ataques no continente, após um ataque suicida na Suécia no início de dezembro, quando apenas o agressor morreu. Um dos receios das autoridades é que aconteça em alguma cidade europeia um ataque similar ao ocorrido em Mumbai, na Índia, que deixou 175 mortos em novembro de 2008.

 

Na terça-feira, houve um alerta de bomba no metrô de Roma, mas autoridades descobriram que o mecanismo era uma falsa bomba e não poderia detonar. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.