Embaixador da Nigéria diz que Amina pode receber indulto

O embaixador da Nigéria, Josef Egbuson, afirmou que a nigeriana Amina Lawal, processada por crime de adultério, poderá receber indulto presidencial, no caso de ser condenada. O julgamento de Amina está marcado para dia 25, no estado de Katsina. Pela lei islâmica, ela pode ser condenada à morte por apedrejamento. Egbuson encontrou-se com ministra Emília Fernandes, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres e com o diretor-geral do Departamento de Direitos Humanos do Itamaraty, embaixador Tadeu Valadares, Durante a reunião, Emília renovou a oferta de asilo para a nigeriana.O encontro integra uma série de contatos feitos entre os dois governos, desde que surgiram as notícias do risco de condenação de Amina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia enviado uma carta ao presidente Olusegun Obasanjo, manifestando sua preocupação com os desdobramentos do processo.No encontro, Egbuson apresentou uma nota, indicando que Obasanjo poderá conceder o indulto, no caso de condenação. "Este ato seria uma demonstração idônea das obrigações fundamentais do governo nigeriano no sentido de garantir a inviolabilidade da vida de sua cidadã", afirma a nota entregue pelo embaixador.Mas o embaixador da Nigéria não escapou de ouvir a opinião de Emília sobre as leis islâmicas. "É uma lei muito conservadora, uma aberração total", disse.

Agencia Estado,

10 de setembro de 2003 | 20h17

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