Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mais uma vez, embaixador da Venezuela não vai a cerimônia de entrega de credenciais com Temer

Logo após o afastamento da presidente Dilma Rousseff que levou Temer ao comando interino do Brasil, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, solicitou que o embaixador retornasse ao seu país

Carla Araújo - Brasília , O Estado de S. Paulo

23 Junho 2016 | 18h23

O presidente em exercício, Michel Temer, recebeu nesta quinta-feira, 23, 11 cartas credenciais de embaixadores estrangeiros residentes em Brasília, em cerimônia no Palácio do Planalto. Mais uma vez, o embaixador da Venezuela, Alberto Castellar, que foi convidado pelo Itamaraty, não compareceu ao evento.

Logo após o afastamento da presidente Dilma Rousseff que levou Temer ao comando interino do Brasil, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, solicitou que o embaixador retornasse ao seu país. Maduro declarou apoio a Dilma e disse que o processo de impeachment era um "golpe de Estado no Brasil". Em maio, quando já estava apto a entregar a carta credencial, Castellar alegou razões de saúde para não comparecer. Hoje, o Itamaraty informou que ainda não havia sido informado sobre o motivo da ausência - o embaixador disse apenas que não poderia comparecer.

Ao lado do ministro de Relações Exteriores, José Serra, Temer sentou-se em uma das oito cadeiras que foram colocadas numa "sala montada" no centro do Salão Oeste e conversou de forma protocolar com cada embaixador.

Temer recebeu as credenciais dos embaixadores da República de San Marino, Filippo Francini; da Austrália, John Howard Richardson; da República Islâmica da Mauritânia, Abdoulaye Idrissa Wagne; da Argentina, Carlos Alfredo Magariños; da Colômbia, Alejandro Borda Rojas; do Casaquistão, Kairat Sarzhanov; da África do Sul, Joseph Ntshikiwane Mashimbye; do Peru, José Betancourt Rivera; da Macedônia, Ivica Bocevski; de Trinidad e Tobago, Amery Browne e da Bolívia, José Kinn Franco.

A carta credencial, segundo o Ministério das Relações Exteriores, é uma carta formal enviada por um chefe de Estado para outro, que concede formalmente a acreditação diplomática a um representante designado para ser o embaixador do país de origem no país de acolhimento.

Dilma costumava receber as cartas credenciais no Salão Leste. Normalmente, a cerimônia era de pé, sem a "sala de conversa". A última vez que a presidente recebeu cartas credenciais foi dia 4 de novembro, quando ela aceitou as cartas do embaixador da Indonésia, Toto Riyanto. Antes, em fevereiro, Dilma havia recusado as cartas do diplomata em razão do episódio envolvendo dois brasileiros que foram condenados a pena de morte naquele país. 

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