Embaixador do Brasil vai a Benghazi para encontrar cidadãos

Em nota, governo do País diz que acompanha 'com apreensão' a situação na Líbia e repudia atos de violência

Kelly Lima, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2011 | 00h00

O governo brasileiro afirmou ontem que o embaixador do Brasil na Líbia, George Ney de Souza Fernandes deverá viajar para Benghazi para se encontrar com brasileiros que vivem na cidade, declarou Brasília em nota oficial. "O embaixador do Brasil na Líbia, George Ney de Souza Fernandes, viajará a Benghazi, principal foco das manifestações, para reunir-se com representantes da comunidade brasileira residente naquela cidade", comunicou o Planalto.

O País reforçou que "o governo brasileiro acompanha com apreensão a situação na Líbia e repudia os atos de violência ocorridos durante as recentes manifestações populares, que resultaram em mortes de civis." Para Brasília, "ao expressar sua expectativa de que as aspirações do povo líbio sejam atendidas por meio do diálogo político, o governo brasileiro exorta as autoridades daquele país a respeitar e garantir os direitos de livre expressão dos manifestantes".

Petrobrás. O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, afirmou ontem que não foram registrados problemas com funcionários da empresa que atualmente vivem na Líbia.

Sem dar muitos detalhes sobre a situação dos trabalhadores que atuam no país, Gabrieli disse que há "menos de dez" funcionários da empresa trabalhando numa "pequena" atividade exploratória terrestre na região da capital, Trípoli.

Gabrielli não soube dizer se os trabalhadores estão tentando embarcar de volta para o Brasil. "Não temos nenhuma expectativa de termos problemas na Líbia nesse momento", disse o presidente da empresa, depois de participar do seminário Cenários da Economia Brasileira e Mundial em 2011, organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Valor Econômico, no Rio de Janeiro.

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