Embaixador dos EUA apresenta credenciais à ONU

John Negroponte, representante permanente dos EUA perante as Nações Unidas, apresentou nesta quarta-feira suas credenciais ao secretário-geral da organização, Kofi Annan, preenchendo como titular um lugar que estava vazio desde que George W. Bush assumiu a presidência em Washington.Negroponte, de 61 anos de idade e 37 de carreira diplomática, é o sucessor de Richard Holbrooke, que deixou o cargo de embaixador junto à ONU em 20 de janeiro. O diplomata também ocupou um alto cargo no Conselho Nacional de Segurança durante a administração Ronald Reagan, imediatamente abaixo do então ocupado pelo atual secretário de Estado, Colin Powell. Nascido na Grã-Bretanha de pais norte-americanos de origem grega, Negroponte - que fala fluentemente espanhol, francês, grego e vietnamita - participou da delegação dos EUA nas conversações de Paris, que levaram ao acordo de paz na Guerra do Vietnã. Durante o governo Reagan, nos anos 80, Negroponte foi embaixador em Honduras, enquanto os EUA tinham uma forte presença militar no país centro-americano, como parte de uma estratégia de intimidação ao governo sandinista da Nicarágua e de apoio aos rebeldes nicaragüenses - os "contras" - que lutavam contra este governo e eram financiados pela CIA. Atribuem a Negroponte o mérito de, durante o período em que permaneceu no México como enviado do ex-presidente George Bush (pai), até 1993, ter exercido uma diplomacia serena para tentar aproximar o México dos EUA, depois de uma longa história de confrontos e mal-entendidos entre os dois países. Como novo representante dos Estados Unidos perante a organização mundial, coube a Negroponte receber nesta quarta-feira do magnata da comunicação Ted Turner uma doação de U$S 31 milhões para a ONU. A doação, anunciada pela organização Better World Campaign, chega num momento crítico, em que os EUA buscam apoio internacional para sua ação contra os perpetradores dos atentados terroristas da semana pasada.O Congreso dos EUA anunciou que pretende liberar U$S 582 milhões em quotas norte-americanas atrasadas para a ONU, que haviam sido retidas desde 1999.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.