Embaixador dos EUA critica posição alemã sobre Iraque

O embaixador dos Estados Unidos criticou o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, em declarações publicadas hoje, por sua recusa em apoiar um ataque contra o Iraque, numa rara desavença pública entre Washington e um de seus principais aliados europeus. O embaixador americano Daniel Coats disse ter expressado a altos assessores de Schroeder, durante um encontro na chancelaria de Berlim, na semana passada, que a posição do líder alemão "não era apropriada", divulgou o Frankfurter Allgemeine Zeitung. A administração Bush está "desapontada", afirmou Coats ao jornal. O porta-voz da Embaixada dos EUA em Berlim confirmou que Coats fez as declarações ao jornal. Schroeder, que busca a reeleição em setembro, tem descartado cada vez com maior vigor o envio de tropas alemãs para uma "aventura" para derrubar Saddam Hussein, uma posição que muitos eleitores vêem com simpatia. Ele tem acusado a administração Bush de estabelecer "prioridades incorretas" ao pedir por uma mudança de regime em Bagdá, dizendo que uma ação militar iria fazer desmoronar a coalizão internacional antiterrorista e jogar o Oriente Médio no caos. Coats criticou afirmações de Schroeder, como sua sugestão de que os EUA não têm uma estratégia definida para um Iraque pós-Saddam. Vários governos europeus compartilham a resistência de Schroeder a um ataque contra o Iraque. A oposição conservadora, que tenta afastá-lo do poder nas eleições parlamentares de 22 de setembro, também tem se mostrado contra a ação. Autoridades alemãs têm dito que o encontro na chancelaria foi realizado a fim de o governo esclarecer sua posição. Coats agora sublinha que queria deixar clara a posição da administração Bush.

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