Embaixador dos EUA na Líbia é morto em Benghazi

O embaixador do Estados Unidos na Líbia, Chris Stevens, e outros três membros de sua equipe foram assassinados na noite de terça-feira na cidade de Benghazi, informaram autoridades locais nesta quarta-feira. As mortes aconteceram quando uma multidão enfurecida invadiu e incendiou o consulado norte-americano em Benghazi, no leste do país. Os manifestantes protestavam contra um filme, feito por um egípcio cristão que vive nos EUA, que supostamente ofenderia o profeta Maomé.

AE, Agência Estado

12 de setembro de 2012 | 08h29

De acordo com o chefe de segurança de Benghazi, Abdel-Basit Haroun, Stevens foi morto quando ele e uma equipe foram até o consulado tentar retirar os funcionários do local, que estava sendo atacado pela turba com armas e granadas.

A Casa Branca confirmou as mortes. O embaixador, de 52 anos, era um diplomata de carreira que falava árabe e francês e estava pela segunda vez na Líbia.

Egito

No Egito também ocorreram protestos contra o filme. Milhares de manifestantes cercaram a Embaixada dos EUA no Cairo na terça-feira, arrancaram a bandeira dos EUA e a substituíram por uma bandeira islâmica, no aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Washington e Nova York. Cerca de 3 mil islamitas ultraconservadores, grande parte do movimento salafista ou torcedores organizados de futebol, iniciaram o protesto. A bandeira negra tem a inscrição em árabe: "Não há Deus além de Alá e Maomé é o profeta de Deus". A polícia egípcia dispersou a multidão sem violência. As informações são da Associated Press e Dow Jones.

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