Embaixador dos EUA na Venezuela pede mais segurança

O embaixador dos Estados Unidos na Venezuela, William Brownfield, após ter sido ameaçado por manifestantes, solicitou nesta quinta-feira às autoridades locais um reforço em sua segurança durante suas freqüentes viagens ao país sul-americano. "Se o desejo (dos manifestantes) era o da intimidação, lamentavelmente eles falharam porque vou continuar com meus esforços", disse Brownfield em declarações à emissora Unión Radio, depois que um grupo de simpatizantes do presidente Hugo Chávez protagonizou, na quarta-feira, um protesto contra o embaixador durante uma visita deste à cidade de San Juan de Los Morros, no centro do país. "Não quero provocar, não quero confrontação cada vez que viajo, mas vou continuar viajando e eu e o governo teremos que estabelecer um sistema (de segurança) que funcione (...)", afirmou Brownfield. Os simpatizantes de Chávez, um feroz crítico de Washington, queimaram uma bandeira americana, incendiaram pneus, detonaram petardos e bloquearam as portas de um clube social durante uma visita do embaixador. Brownfield disse que a delegação diplomática não foi atacada fisicamente, mas destacou que apenas quatro horas depois do início dos protestos a polícia começou a atuar para conter os manifestantes e acalmar a situação. O porta-voz da Embaixada americana em Caracas, Brian Penn, havia dito anteriormente que havia indícios de "participação oficial" nos protestos, já que alguns manifestantes portavam credenciais de funcionários estatais. De acordo com o embaixador, alguns manifestantes foram transportados ao local de sua visita por ônibus providenciados pelo governo. A Venezuela e os Estados Unidos mantêm tensas relações desde o início do mandato do presidente Hugo Chávez, em fevereiro de 1999. Funcionários do governo americano dizem que Chávez falha na defesa da democracia e representa uma ameaça para a estabilidade da região. Chávez, por sua vez, acusa os Estados Unidos de promoverem o falido golpe de 2002, de preparar um plano para assassiná-lo e de financiar conspirações contra o seu governo.

Agencia Estado,

23 Março 2006 | 19h12

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