Embaixador dos EUA nega apoio ao golpe contra Chávez

O embaixador dos Estados Unidos em Caracas, Charles Shapiro, negou hoje que seu governo tenha apoiado o golpe que destituiu Hugo Chávez por 48 horas, na noite de quinta-feira. Ele disse que o motivo de sua reunião com o presidente interino designado pelos golpistas, Pedro Carmona, foi "sugerir-lhe duas coisas: a importância de restabelecer a Assembléia Nacional e que desse boas-vindas à missão da Organização dos Estados Americanos (OEA)"."Não é questão de reconhecer ou apoiar", continuou Shapiro, justificando os contatos com Carmona. "A política do governo americano é trabalhar com governos." Segundo o embaixador, uma das preocupações era com a segurança dos 25 mil americanos na Venezuela.Admitindo que as relações entre os dois países não têm sido boas, Shapiro contou, no entanto, que no dia 11 de março, dois dias depois de assumir a embaixada, teve reunião com os chefes da representação, na qual deu a seguinte instrução: "Dizer ´não´ a qualquer sugestão, em seus contatos, de uma mudança de governo fora da ordem constitucional." "Condenamos a ruptura constitucional na Venezuela, juntamente com os outros países da OEA", recordou Shapiro. "O governo Chávez é democraticamente eleito", atestou. "O presidente Chávez falou em diálogo, reconciliação, perdão, e creio que essas palavras sejam importantes, não só por parte do governo, mas de todas as forças, para baixar a pressão política neste país."

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