Embaixador dos EUA nega morte de líder da Al-Qaeda

O embaixador dos Estados Unidos no Quênia, Michael Ranneberger, negou nesta quinta-feira que o suposto líder da Al-Qaeda Fazul Abdullah Mohammed tenha morrido nos bombardeios aéreos que a Força Aérea lançou contra o sul da Somália."Até onde chega nossa informação, ele não morreu nem foicapturado", disse Ranneberger ao serviço somali da emissorabritânica BBC.Tanto fontes governamentais somalis como etíopes informaram na quarta-feira que Mohammed estava entre os mortos no ataque. "Não vamos entrar em detalhes, mas nosso objetivo está claro: trata-se de três terroristas vinculados aos atentados de Nairóbi e Dar-es-Salam, assim como outras pessoas associadas à Al Qaeda", disse o embaixador. Ranneberger negou também que os bombardeios americanos tenham matado civis. "Foi perturbador ver todos estes relatórios sobre bombas e mortes de civis. Posso dizer categoricamente que nenhum civil morreu ou foi ferido como resultado da ação", ressaltou.A Força Aérea americana lançou ataques aéreos nos últimos dias contra supostos membros da Al-Qaeda no sul da Somália, mas a confusão caracteriza as informações sobre o número de mortos e feridos e sobre a detenção ou morte de terroristas.Os EUA buscam três supostos terroristas acusados de envolvimento em dois atentados cometidos em 1998 pela Al-Qaeda contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia. Os ataques deixaram 224 mortos e mais de 5.000 feridos.Os três indivíduos foram identificados como o comorense Fazul Abdullah Mohammed, o sudanês Abu Talha al-Sudani e o queniano Saleh Ali Saleh Nabhan. Fazul Abdullah Mohammed, acusado por um tribunal americano de envolvimento nos atentados, é o mais procurado de todos: está na lista do FBI e foi estabelecida uma recompensa de US$ 5 milhões a quem ajudar em sua captura.Mas a confusão caracterizou a informação sobre as conseqüências e vítimas dos bombardeios, devido à falta de detalhes e à impossibilidade de ter acesso à região, o que não permitiu contrastar os diferentes relatos a esse respeito."Funcionários da operação dos EUA no sul da Somália já anunciaram oficialmente a morte de Fazul Abdullah Mohammed", disse o chefe de Segurança da Presidência somali, Abdi Risak Hassan. O primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, disse na quarta-feira que oito suspeitos terroristas tinham morrido e cinco tinham sido capturados nos ataques.Zenawi acrescentou que as tropas etíopes foram para o local para resgatar os feridos e recolher os corpos.Oficialmente também não foram fornecidos dados sobre o número de mortos na operação. O Governo somali falou de "muitas pessoas mortas", enquanto residentes da região e líderes tradicionais disseram que pelo menos 84 morreram.

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