Embaixador é favorável a imigração de garota cubana

O casal de cubanos Miguel e Letícia Soneira virá a Brasília na próxima semana para pedir formalmente a imigração da filha Anabel Soneira, 14 anos, que está em Cuba. O governo cubano está impedindo a saída da menina que quer morar com os pais. De acordo com o deputado Severino Cavalcanti (PPB/PE), o embaixador de Cuba no Brasil "se mostrou favorável ao pedido" e prometeu ajudar a família, que mora há quatro anos no município pernambucano de Catende, a 135 quilômetros do Recife. "Fizemos o pedido em nome do pai de Miguel que foi herói da Revolução", explicou o deputado que está intermediando as negociações. A retenção da menina em Cuba é, segundo o casal, uma questão política. Isso porque Miguel Soneira, médico gastroenterologista, veio ao Brasil por meio de um convênio entre os governos cubano e brasileiro para trabalhar no programa Saúde Família e, depois, decidiu romper o contrato e ficar no País. Miguel, 42 anos, está proibido de voltar á Cuba por ser considerado traidor. O casal também teve uma filha brasileira, de quase dois anos, o que lhes permitiu ficar no País. A família Soneira também está preocupada com o estado de saúde de Anabel. De acordo com laudo psiquiátrico do hospital Santos Suarez, em Havana, a menor apresenta depressão por causa da falta dos pais e "grave risco suicida". Desesperada, a mãe da adolescente, Letícia, 33 anos, contou ter tentado de todas as formas ficar novamente com a filha. De acordo com o deputado, a questão da imigração é complicada. Como é o governo cubano que arca com os custos da educação para toda a população, ele espera uma retribuição por isso. "O embaixador disse que a questão é difícil; nesse caso um médico vai embora para prestar serviços em outro País", disse.

Agencia Estado,

30 Outubro 2001 | 22h30

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