Embaixador especial seria alvo, dizem EUA

Marc Grossman,embaixador especial americano para o Afeganistão e o Paquistão , deu entrevista no local

Denise Chrispim, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / WASHINGTON - Os Estados Unidos emitiram ontem uma forte condenação ao atentado suicida que matou pelo menos dez pessoas no Hotel Intercontinental, em Cabul, e cuja responsabilidade foi assumida pelo Taleban.

Tratou-se do primeiro ataque terrorista do grupo desde o anúncio da retirada de soldados americanos do Afeganistão, na semana passada.

Autoridades americanas analisavam ontem a possibilidade de o ataque do Taleban ter tido como alvo o embaixador especial americano para o Afeganistão e o Paquistão, Marc Grossman, que dera uma entrevista coletiva poucas horas antes no mesmo hotel.

O atentado ocorreu sete dias depois do anúncio do presidente dos EUA, Barack Obama, de seu plano de retirada de 33 mil soldados americanos do Afeganistão até setembro de 2012 - os 68 mil restantes deverão deixar o território afegão até o final de 2014 (mais informações nesta página).

O primeiro comunicado do governo americano sobre o episódio foi divulgado pelo Departamento de Estado. Naquele momento, na Casa Branca, o presidente americano, Barack Obama, recebia informações de sua equipe de Segurança Nacional sobre o ataque, ocorrido durante seu voo do Estado de Iowa a Washington.

"Os EUA condenam fortemente o ataque ao Hotel Intercontinental, em Cabul, que demonstrou de novo o completo desrespeito dos terroristas à vida humana", afirmou o Departamento de Estado. "Nós estendemos nossas condolências às famílias e amigos das vítimas do ataque."

Nos últimos dias, autoridades americanas e afegãs informaram que os dois países estavam negociando o fim do conflito com membros do Taleban.

Grossman havia embarcado para Cabul na sexta-feira justamente para obter o ponto de vista das autoridades afegãs sobre a decisão da Casa Branca de iniciar a retirada e para participar de reunião do Grupo de Contato, que trouxe representantes de cerca de 50 países à capital afegã. A porta-voz de Grossman, Julie Reside, afirmou ao Wall Street Journal que toda a delegação americana havia deixado Cabul antes das explosões. Até as 19h50 (horário de Brasília) de ontem, o governo dos EUA não tinha notícias sobre possíveis cidadãos americanos entre as vítimas. Mas funcionários de sua embaixada em Cabul continuavam acompanhando as buscas.

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