Embaixador israelense critica queima de bandeira de Israel

O embaixador israelense na Itália classificou nesta quarta-feira de "bárbaras" manifestações anti-Israel promovidas à margem de uma passeata em Milão celebrando o 61º aniversário da libertação da Itália do fascismo. O jornal do Vaticano também criticou a queima de bandeiras de Israel durante a manifestação, classificando-a de uma ofensa "repulsiva" a todos os judeus. Nas manifestações de 25 de abril, manifestantes pisotearam e queimaram bandeiras de Israel e gritaram "intifada" em apoio ao levante palestino, segundo notícias da mídia. Os manifestantes teriam ficado irritados com a presença na passeata de bandeiras israelenses em homenagem aos membros do Grupo de Brigada da Infantaria Judaica, que ajudaram a libertar a Itália. "Ofender uma bandeira significa ofender um povo para a qual ela é símbolo. Portanto, nesse caso foi uma ofensa a todo o povo judeu, exatamente no dia em que celebramos a libertação dos infames opressores deles", escreveu o jornal do Vaticano, L´Osservatore Romano. "Como judeu e israelense, fiquei tomado de vergonha e revolta ao ver o bárbaro comportamento dos ´fascistas´ da extrema esquerda, que mancharam o feriado do Dia da Libertação", reagiu o embaixador israelense Ehud Gol. Em 25 de abril a Itália comemora o início em 1945 do levante que culminou com a execução do ditador fascista Benito Mussolini.

Agencia Estado,

26 Abril 2006 | 15h12

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