Embaixador nega ter defendido execuções em Cuba

O embaixador brasileiro em Cuba, Tilden Santiago, divulgou na noite desta sexta-feira uma nota na qual nega que tenha defendido a decisão do regime de Fidel Castro de fuzilar dissidentes. De acordo com o texto, distribuído pelo Ministério das Relações Exteriores, Santiago diz: ?...certamente, não procurei justificar as ações do Governo cubano, ao descrever para os jornalistas o contexto em que os fatos se deram?. Em conversa no Palácio do Planalto ele argumentou que ?o regime cubano tinha o direito de se defender de uma tentativa de desestabilização estimulada pelos Estados Unidos?. Segundo o embaixador, as informações publicadas reproduziram ?uma percepção parcial e, em alguns casos, até mesmo equivocada?. Santiago ressaltou que ?a posição do Governo brasileiro, com a qual concordo plenamente, permanece inalterada?. ?O Brasil é contra a pena de morte; condena a sua aplicação com base em ritos sumários; e acha lamentável que alguém seja preso por emitir sua opinião, em qualquer país?, afirmou. Ainda de acordo com o embaixador, a Constituição dispõe que as relações internacionais do Brasil devem ser regidas, entre vários princípios, pela ?prevalência dos direitos humanos?. ?Não pode, assim, haver dúvida sobre a importância que atribuímos à defesa, à promoção e à proteção dos direitos humanos, o que inclui a necessidade da estrita observância do direito de defesa ampla, em processos judiciais transparentes. É assim que dialogamos com as autoridades cubanas?, afirmou.

Agencia Estado,

11 Julho 2003 | 22h06

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