Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Embaixador palestino ainda acredita em mudança de posição dos EUA

Diplomata, que atua em Brasília, acha que Obama ainda pode decidir não vetar Estado palestino

Gabriel Toueg, do estadão.com.br

16 Setembro 2011 | 16h25

SÃO PAULO - O embaixador palestino em Brasília, Ibrahim Alzeben, disse acreditar em uma mudança da posição dos Estados Unidos sobre o pedido de reconhecimento do Estado palestino. Washington já anunciou que vai vetar a proposta no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

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Em entrevista ao estadão.com.br, Alzeben afirmou que a posição palestina é de ir ao CS "com determinação e esperança". Em discurso em Ramallah, Abbas disse mais cedo que vai buscar o reconhecimento do Estado como membro pleno da ONU.

 

"Essa foi a promessa do próprio (presidente americano Barack) Obama, ele é contra a colonização, a favor da criação do Estado da Palestina e pode usar o voto (americano)", disse o diplomata. Segundo o embaixador, "trata-se de um ato de direito e de justiça".

 

Alzeben disse esperar que os Estados Unidos sejam "o primeiro ou segundo país a reconhecer a Palestina, esperamos que o primeiro seja Israel, que ocupa o território". "No discurso (Abbas) disse que nossa opção é ir ao Conselho de Segurança, essa é nossa única opção agora".

 

Volta às negociações

 

O embaixador diz que a primeira atitude, em caso de aprovação da resolução é a volta às negociações. "Estaremos apoiados pela legitimidade (da comunidade) internacional". Segundo ele, "a retirada de Israel e a criação do Estado de fato no terreno depende de negociações".

 

"A única saída ao conflito é a negociação", disse. Ele afirmou ainda não acreditar em violência nas ruas em caso de a resolução ser aprovada ou mesmo se for vetada. "Se houver violência, será por parte de Israel, que arma colonos e ataca mesquitas e a população".

 

Com relação ao Hamas, grupo que domina a Faixa de Gaza e que é contrário ao pedido de reconhecimento do Estado palestino, Alzeben disse que existe um "processo de reconciliação". Mas, segundo o diplomata, "quem governa a Palestina é a Autoridade Palestina, não o Hamas, trata-se de uma decisão de Estado".

 

"Vamos seguir trabalhando, com nossa resistência pacífica, batendo nas portas da comunidade internacional e do Conselho de Segurança para fazer valer nosso direito", disse. "Vamos seguir apostando no bom senso dos americanos e dos próprios israelenses", concluiu.

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