Embaixador palestino pede apoio do Brasil

O embaixador da Palestina no Brasil, Mussa Amer Odeh, disse que entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, pedindo o apoio do País para o envio de tropas de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) para a região de Ramallah, na Cisjordânia. "Estamos apelando para nossos amigos brasileiros", disse Odeh. Segundo o embaixador, os representantes palestinos em todo o mundo estão conversando com autoridades internacionais para que pressionem Israel a acabar com o que chamou de "massacre" na região. "Sharon está respondendo com fogo ao plano de paz que foi apresentado no dia anterior na reunião da Liga Árabe", disse Odeh, referindo-se ao início da incursão militar de grande escala que colocou a região à beira de uma guerra total. Diante do poderio militar israelense, o embaixador afirmou que só com o envio de tropas internacionais será possível "proteger o povo palestino". Segundo ele, em pleno feriado da Páscoa, a ofensiva de Israel atinge também à comunidade internacional, que tem o dever de tomar uma posição nesse momento. "Ele estão massacrando o povo de Jesus", afirmou Odeh. Itamaraty Até o início da tarde as autoridades brasileiras não haviam manifestado nenhuma opinião sobre a nova ofensiva israelense. Segundo informações da assessoria do Itamaraty, os acontecimentos estavam sendo acompanhados com preocupação, mas que a posição do governo brasileiro havia sido expressa em uma nota divulgada na quinta-feira. Na nota, o governo deplora e condena os atentados terroristas ocorridos em Israel e reafirma "sua convicção de que ações de violência apenas servem para agravar a situação no Oriente Médio, com o acúmulo de hostilidade e intolerância". O Brasil também pediu empenho para que as lideranças da Autoridade Nacional Palestina (ANP) coiba os atos terroristas. Por fim, o ministério conclama "as partes envolvidas à moderação e a empreender todos os esforços para interromper a espiral de violência".

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