Embaixador sírio nega versão sobre pilotos suicidas

O embaixador da Síria na Argentina, Massoun Kassawat, qualificou de "falsas" as informações divulgadas pelo governo americano sobre a identidade de dois supostos pilotos suicidas que na terça-feira teriam jogado aviões sobre as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York. Kassawat disse que "um deles está vivo, na Meca, e o outro morreu no ano passado", sem dar maiores detalhes.Fontes do FBI disseram que os pilotos que supostamente comandaram as aeronaves se chamavam Mohammed Atta e Marwan Allshedi.?Eu tenho uma notícia?O diplomata fez esta revelação interrompendo a entrevista concedida à imprensa pela Federação de Entidades Argentino-Árabes, a que assistia como parte do público."Eu tenho uma notícia", disse o embaixador Kassawat, interrompendo as palavras de um membro da entidade - com o que atraiu a atenção dos jornalistas presentes, que se voltaram para ele."Li no noticiário das agências estrangeiras os nomes dos supostos pilotos, e um está vivo na Meca (Arábia Saudita) , e o outro está morto há um ano", afirmou o diplomata.A surpreendente atitude de Kassawat aborreceu um dos membros da Federação que estavam na mesa. Ele pediu ao diplomata que, se quisesse fazer o anúncio, marcasse sua própria entrevista com os jornalistas. ?Lesa-humanidade?Durante a entrevista em sua sede, a comunidade árabe-argentina disse que os atentados ocorridos nos EUA são "um crime de lesa-humanidade" e denunciou também a "discriminação contra os árabes no mundo". Horacio Haddad, o presidente da entidade, disse que até agora as especulações sobre os possíveis autores dos atentados nos EUA "são conjecturas, indícios leves. E muito menos se deve culpar a todos os árabes".

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