Embaixador teme continuidade dos ataques durante Ramadã

O embaixador do Brasil no Paquistão, Abelardo da Costa Arantes, disse hoje o governo paquistanês ainda espera que os Estados Unidos interrompam os ataques ao Afeganistão durante o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, que começa no dia 17 de novembro (com diferenças de um ou dois dias conforme o país). "Ainda não é possível prever com exatidão quais seriam as repercussões, mas acredita-se que (a continuidade dos ataques) cause consternação junto à população paquistanesa", afirmou. Mas o ministro da Defesa americano, Donald Rumsfeld, já deixou claro que "não há calendários a serem respeitados" e que "a história é cheia de exemplos de nações muçulmanas em guerra durante as festas religiosas". De acordo com a vice-cônsul brasileira, Eunice Antunes Vieira, que está desde julho em Islamabad, a situação está mais calma na capital paquistanesa e os focos de tensão estão mesmo concentrados nas cidades que fazem fronteira com o Afeganistão. Ela afirmou ainda que uma família brasileira que havia deixado o país após o início da ofensiva dos EUA já retornou à Karachi. "As pessoas se acostumaram um pouco ao clima de tensão. Além dos mais, a segurança foi muito reforçada", disse. Segundo ela, os cerca de 30 brasileiros que permanecem no país têm, em sua maioria, vínculos familiares que os impedem de voltar ao Brasil. Leia o especial

Agencia Estado,

24 Outubro 2001 | 12h26

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