Embaixador teme violência contra estrangeiros no Paquistão

Caso os EUA de fato deflagrem um ataque prolongado e sangrento ao Afeganistão, integrantes de grupos fundamentalistas e nacionalistas do vizinho Paquistão poderão recorrer à violência contra estrangeiros que se encontram no país como forma de retaliação ao Ocidente. A avaliação é do embaixador do Brasil no Paquistão, Abelardo da Costa Arantes Jr., que falou hoje com a Agência Estado por telefone. Arantes Jr., assegurou, no entanto, que por enquanto o governo do general Pervez Musharraf mantém a situação sob controle e que o clima é de segurança. "O governo conta com o apoio das Forças Armadas e tem condições de manter a segurança no país", disse o embaixador, para em seguida afirmar que o regime de Musharraf "só não pode evitar ações de radicais contra estrangeiros." A pequena comunidade brasileira - de cerca de 30 pessoas - está "aparentemente bem", segundo o embaixador, que afirmou estar mantendo contato freqüente com os brasileiros. Arantes Jr. disse ainda que não acredita que será necessária a evacuação dos brasileiros do país, como medida extrema de segurança. O Itamaraty não determinou, por enquanto, qualquer ação especial.Arantes Jr., radicado no Paquistão desde 1996, afirma que os partidos nacionalistas e as associações fundamentalistas têm condições de levar multidões às ruas, mas não são capazes de afetar a orientação política de Islamad. Todo o gabinete, assim como a cúpula das Forças Armadas, são compostos por homens indicados pelo general Pervez Musharraf, que tomou o poder em 1999. As províncias também são governadas por políticos leais ao governo.

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