Embaixadora brasileira na ONU minimiza voto contra Irã

Envio de relator de direitos humanos ao governo persa é visto como 'favorável ao sistema'

estadão.com.br

24 de março de 2011 | 17h02

A embaixadora brasileira no Conselho de Direitos Humanos das  Nações Unidas (CDH), Maria Nazareth Farani Azevedo,  minimizou o voto do Brasil favorável ao envio de um relator da entidade ao Irã para investigar possíveis violações. "É um voto que é favor do sistema, não é um voto que é contra o Irã", disse a diplomata em entrevista à Rádio ONU. Nas últimas votações no órgão, o País vinha se abstendo.  

 

O Brasil mudou sua posição em relação ao país presidido por Mahmoud Ahmadinjad ao concordar, na manhã desta quinta-feira, 24, com uma resolução proposta pelos Estados Unidos para investigar as violações do governo persa. O órgão aprovou o envio de um relator especial ao país.

 

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Nos últimos 10 anos, o Brasil se absteve em votações que condenavam o Irã ou foi contrário a resoluções, como no caso das últimas sanções aprovadas no Conselho de Segurança da ONU, em junho de 2010.

 

Azevedo negou que haja uma postura diferente do Brasil em relação ao Irã. Segundo a embaixadora, o voto brasileiro é coerente com as posições que o país tem defendido no Conselho de Direitos Humanos e com a mensagem que a presidenta Dilma tem dado sobre o assunto.

 

"Nós estamos dizendo a todos os países da ONU que a abertura para o sistema, receber visitas, dialogar com os mecanismos do Conselho é importante. Foi esta mensagem que nós mandamos", afirmou a embaixadora, que ressaltou também que o Conselho é o fórum adequado e que a relatoria é o instrumento adequado para lidar com a situação dos direitos humanos no Irã.

 

Azevedo reforçou ainda a defesa de um tratamento igual para os países da comunidade internacional. "Espero que tenham entendido também a mensagem da coerência e do fim de 'duplos padrões' que o Brasil colocou no seu discurso também", concluiu.

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