Embaixadora diz entender posição do Brasil sobre o Iraque

A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, disse que compreende a preocupação do governo brasileiro com as possíveis conseqüências econômicas de um ataque ao Iraque. Hrinak comentou as manifestações de alinhamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com países que apostam numa solução pacífica para a crise."Temos diferenças com os melhores aliados. Isso é parte das relações internacionais comuns. Estamos falando com o governo do Brasil e entendemos a preocupação do governo com respeito ao impacto econômico, sobretudo", disse a embaixadora.Hrinak salientou que ainda tem esperanças de que um conflito no Oriente Médio possa ser evitado. "Ainda estamos na fase da diplomacia", afirmou. "Acho que todos ainda temos esperanças de evitar a guerra".Para a embaixadora, "quem tem o poder de evitar a guerra é Saddam Hussein"."Eu sei que as pessoas aqui no Brasil estão muito preocupadas com a guerra por razões humanitárias, por razões econômicas. Eu estou recebendo telefonemas de pessoas que dizem que é preciso fazer tudo para os Estados Unidos evitarem a guerra. Eu sempre peço para elas falarem também com a embaixada do Iraque".A embaixadora esteve hoje na capital mineira onde participou, no Minas Trade Center, da cerimônia de doação de recursos para o Movimento Minas Solidária, que arrecada alimentos, remédios e comida para vítimas das chuvas no Estado. A Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) doou US$ 50 mil, dinheiro será usado para a compra de cestas básicas e produtos de higiene.Hrinak ainda visitou cerca de 500 desabrigados que estão alojados no estádio Mineirão. De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), mais de 12 mil pessoas continuam desabrigadas em 188 municípios de Minas. Desde o dia 1º de janeiro, 46 pessoas morreram em conseqüência das fortes chuvas que castigaram o Estado."Temos de desfrutar dos momentos bons, mas também compartilhar dos momentos tristes", disse a embaixadora, que entregou o cheque à coordenadora institucional do Movimento Minas Solidária e presidente do Servas, Andréa Neves da Cunha.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.