Embaixadora dos EUA na ONU defende política externa

Da busca por sanções mais duras contra a Coreia do Norte até uma estratégia abrangente para a eliminação das armas nucleares, a embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, garante que a promessa do presidente Barack Obama de trabalhar com outros países tem gerado resultados. Quase um ano após assumir como principal diplomata dos EUA na entidade, Susan Rice disse em entrevista nesta semana que os desafios permanecem. Ainda assim, ela acredita que a cada dia "o mundo está respondendo de modo diferente e muito mais aberto aos Estados Unidos da América".

AE-AP, Agencia Estado

25 de dezembro de 2009 | 17h23

Muitas nações acreditavam que o ex-presidente George W. Bush não tinha um grande compromisso com o trabalho em parceria com outros parceiros. Para eles, o poder norte-americano como potência, nação mais rica do mundo e poder de veto no Conselho de Segurança era desproporcional. Na Assembleia Geral da ONU, em setembro, Obama disse aos líderes mundiais que os EUA buscam uma "nova era de engajamento, baseada no interesse mútuo e no respeito mútuo". Ele ainda desafiou os colegas dos outros 191 países-membros da ONU a dividirem essa responsabilidade, notando que os EUA não podem resolver tudo sem auxílio.

"Nós estamos na linha de frente da nova era de engajamento do presidente Obama com o resto do mundo", avaliou Susan, ao falar sobre seu trabalho na ONU. Segundo ela, esse trabalho tem resultado em "benefícios concretos". Ela exemplificou, citando a aprovação, em junho, de sanções mais duras contra a Coreia do Norte, após o segundo teste nuclear do país. Ela também citou o fato de Obama presidir a sessão do Conselho de Segurança na qual foi assumido um compromisso para se reduzir as armas nucleares no mundo.

Susan citou outros dois fatos que, na opinião dela, foram vitórias norte-americanas no ano. Uma delas foi a condenação da violência sexual em zonas de guerra, e outra a renovação das sanções contra a Al-Qaeda e o Taleban, para garantir que sejam punidos indivíduos, companhias e organizações ligados a esses grupos.

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