EFE/EPA/TATIANA ZENKOVICH
EFE/EPA/TATIANA ZENKOVICH

Embaixadores da União Europeia cobram diálogo do governo com a oposição na Bielo-Rússia

Diplomatas europeus consideraram inaceitável a abertura de ações judiciais contra opositores e exigiram acesso às prisões onde manifestantes estão sendo detidos

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2020 | 10h25

MINSK - Os embaixadores da União Europeia em Minsk advertiram nesta quinta-feira, 27, o ministro das Relações Exteriores da Bielo-Rússia que consideram inaceitáveis a abertura de ações judiciais contra oposicionistas que participam de protestos contra o governo. Os diplomatas europeus pediram que as autoridades da ex-república soviética aceitem o diálogo.

A reunião com o ministro das Relações Exteriores, Vladimir Makei, acontece em um momento em que a União Europeia decide as sanções que vai impor a altos funcionários bielo-russos que supostamente estão envolvidos na repressão aos manifestantes e na fraude eleitoral do último pleito.

"Os diplomatas europeus destacaram que a culpabilização de membros do Conselho de Coordenação pelos motivos assinalados pelas autoridades é inaceitável", comunicou a delegação da UE no país.

O Conselho de Coordenação foi criado pela oposição bielo-russa para instaurar uma transição de poder, com a saída do presidente Alexander Lukashenko - no cargo desde 1994 e reeleito em um pleito controvertido, com diversas denúncias de fraude - que enfrenta manifestações populares frequentes desde 9 de agosto.

Milhares de pessoas saíram às ruas de todo o país, enfrentando a repressão das forças de segurança, para pressionar o governo a renunciar.

O conselho está sendo investigado por "atentado à segurança nacional", e vários de seus componentes já foram convocados a prestar esclarecimentos. Uma das mais famosas representantes é a escritora vencedora do prêmio Nobel Svetlana Alexiévich, que foi chamada pelas autoridades na quarta-feira, 26.

Os diplomatas da UE também solicitaram acesso às prisões onde estão sendo detidos os manifestantes, alvo de denúncias de maus tratos e tortura por presos liberados./ AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.