Embargo à venda de armas para Líbia prejudica Rússia

Após a Organização das Nações Unidas (ONU) impor um embargo à venda de armas para a Líbia, a Rússia pode perder quase US$ 4 bilhões, segundo uma matéria da agência de notícias Interfax. Nos últimos anos o ditador Muamar Kadafi gastou milhões de dólares com a compra de rifles, pistolas, explosivos e até caças e helicópteros militares.

AE, Agência Estado

28 de fevereiro de 2011 | 11h11

Uma fonte militar disse, segundo a Interfax, que a Rússia tinha contratos com a Líbia no valor de US$ 2 bilhões, além de negociações em andamento para acordos de mais US$ 1,8 bilhão. "Entre os países do Oriente Médio e do Norte da África, a Líbia é um dos principais compradores de armas russas", disse a fonte, que não foi identificada.

O ministro da Defesa da Rússia, Anatoly Serdyukov, confirmou que o governo estava profundamente preocupado com o potencial impacto das revoltas árabes sobre as suas exportações de armas. A Rússia demorou para condenar as ações de Kadafi, mas no sábado juntou-se a outros membros do Conselho de Segurança da ONU na determinação de um embargo à venda de armas para a Líbia, além de outras sanções.

Europa

Em 2004, a União Europeia encerrou um embargo que o bloco havia imposto à venda de armas para Kadafi. O mais eloquente defensor do levantamento do embargo foi a Itália, o antigo regente colonial da Líbia. Os dados oficiais mais recentes sobre as exportações da UE mostram que a Itália vendeu US$ 283,4 milhões em armas à Líbia em 2009, segundo afirmou o jornal italiano La Repubblica.

Outros países europeus também lucraram bastante com a venda de armas para a Líbia em 2009, como a França (US$ 197,7 milhões), Malta (US$ 110,6 milhões), Alemanha (US$ 78,8 milhões), Inglaterra (US$ 73,2 milhões) e Portugal (US$ 29 milhões). O embargo da UE à venda de armas para a Líbia deve ser retomado hoje, segundo um porta-voz do bloco. As informações são da Dow Jones.

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