Emboscada em Darfur mata 7 membros de forças de paz da ONU

Uma milícia de Darfur, no Sudão, matousete membros da força de paz formada pela Organização dasNações Unidas (ONU) e a União Africana (UA), e feriu outros 22,afirmou a ONU na quarta-feira. Os soldados e policiais da Unamid caíram na emboscadadurante uma patrulha de rotina. Cerca de 30 veículos cheios demilicianos armados atacaram as forças de paz na área de UmHaqiba, no norte de Darfur, na terça-feira, disse à ReutersShereen Zorba, porta-voz da Unamid no Sudão. Não se sabe ainda se a milícia era aliada do governo oupartidária dos rebeldes que enfrentam as autoridadessudanesas. Na sede da ONU em Nova York, a porta-voz Michele Montasafirmou que a investida havia durado duas horas e que osagressores usaram armas de grosso calibre. A emboscada representa o pior ataque direto sofrido pelasforças da Unamid desde que a força de paz entrou em serviço, nodia 31 de dezembro. "O secretário-geral (da ONU, Ban Ki-moon) condena nostermos mais incisivos possíveis esse inaceitável ato de extremaviolência contra as forças de paz da ONU e da UA em Darfur, epede que o governo do Sudão esforce-se ao máximo para garantirque os responsáveis sejam identificados e levados à Justiçaprontamente", afirmou Montas. A França, que ocupa atualmente a Presidência rotativa daUnião Européia (UE), também condenou o ataque e pediu que todosos lados cooperassem a fim de determinar a identidade dosresponsáveis. Durante várias horas, houve confusão a respeito do númerode mortos. A Suna, agência oficial de notícias do Sudão, haviadito antes que cinco membros das forças de paz tinham sidomortos no ataque ocorrido em Darfur (oeste sudanês) e queoutros 17 encontravam-se desaparecidos. Zorba, porém, disse: "A confirmação final é de que seteforam mortos e 22, feridos. Ninguém está desaparecido. Todosforam encontrados." Milícias árabes mobilizadas em 2003 pelo governo sudanêspara reprimir rebeldes não-árabes mostraram-se hostis às forçasda ONU em outras oportunidades, temendo que membros seus fossempresos caso denunciados junto à Corte Internacional de Justiçapor crimes de guerra. Apesar de algumas milícias, desde então, terem sedecepcionado com o governo e terem se voltado contra ele, amaior parte continua de posse de suas armas e muitas foramincorporadas às unidades militares do Sudão. (Reportagem adicional de Cynthia Johnston no Cairo ePatrick Worsnip e Claudia Parsons em New York)

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