Emboscada no Sudão mata sete soldados da ONU

Outros 22 ficam feridos no ataque em Darfur, que imediatamente foi condenado por Ban Ki-moon

Agências internacionais,

09 de julho de 2008 | 15h02

Sete membros de uma junta de forças de paz das Nações Unidas e União Africana foram mortos nesta quarta-feira, 9, por um grupo de militantes armados na região de Darfur, no Sudão, informou a ONU. As forças de paz foram enviadas ao campo de refugiados sudanês perto de Farchana, ao leste do Chade, segundo informações da rede CNN.     Veja também: Ouça o relato do jornalista Jamil Chade    Outros 22 ficaram feridos no ataque, que imediatamente foi condenado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. De acordo com a CNN, a ação aconteceu por volta das 14h45 no horário local, ao norte de Darfur. As tropas foram atacadas quem operavam fora de Shangil Tobayi - uma base ao oeste de El Fasher.   A força internacional em Darfur conta com cerca de 9 mil efetivos na zona, dos 26 mil que está previsto que sejam mobilizados, segundo o mandato do Conselho de Segurança da ONU.   Em cinco anos da guerra na região, a ONU informou que mais de 4 milhões de pessoas foram afetadas - 2,5 milhões foram forçados a deixar suas casas e 300 mil foram mortos, segundo a CNN. Os oficiais sudaneses, no entanto, alegam que apenas 10 mil morreram, o que consideram normal para cinco anos de conflitos.   O presidente americano George W. Bush considera as mortes um genocídio e impôs sanções ao Sudão. A ONU diz que o governo sudanês é culpado de crimes contra a humanidade e de violação aos direitos humanos.   Em outubro, dez soldados das forças de paz da União Africana (AU) foram mortos em uma emboscada na base das tropas - o ataque mais mortal contra as forças de paz da AU desde que o bloco começou sua missão na região, no final de 2004, informou a CNN.   Congo   Quinze homens armados fizeram uma emboscada contra um veículo do grupo ambiental WWF em uma reserva de gorilas no Congo, matando dois e ferindo outros três, informaram as autoridades nesta quarta.   Os assaltantes roubaram localizadores GPS e itens pessoais no ataque, que aconteceu na segunda-feira no Parque Nacional Virunga, onde fica localizada a WWF. Segundo oficiais do parque, os bandidos procuravam dinheiro e objetos de valor, e a ação não seria direcionado ao grupo ambiental.  

Tudo o que sabemos sobre:
Sudão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.