AFP PHOTO / DURANGO CIVIL PROTECTION
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Embraer envia técnicos para ajudar nas investigações sobre queda de avião no México

Empresa brasileira disse que seus profissionais já estão a caminho da cidade de Durango, no norte do país, onde aeronave E190 se acidentou na terça-feira pouco depois de decolar; especialista diz que construção robusta do avião ajudou a evitar mortes

O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2018 | 10h13

SÃO PAULO - A fabricante brasileira de aviões Embraer disse que já enviou uma equipe de técnicos para o México e está pronta para ajudar as autoridades locais a investigar a queda de um de seus aviões no Estado de Durango, no norte do país.

A aeronave, operada pela Aeroméxico, levava 103 pessoas a bordo - 88 adultos, nove crianças, dois bebês e quatro tripulantes - e caiu por volta das 18 horas (horário de Brasília), logo após decolar do Aeroporto Internacional de Guadalupe Victoria, na cidade de Durango, com destino à Cidade do México.

Passageiros e tripulantes saíram em segurança antes que o avião fosse engolido pelas chamas. Segundo as autoridades, ninguém morreu no acidente que deixou 85 feridos, a maioria sem gravidade, dos quais 18 foram levados para hospitais.

A Aeroméxico, responsável pelo voo, afirmou que a aeronave havia passado por manutenção em fevereiro deste ano e era usada pela companhia desde 2014.

De acordo com o site Planespotters.net o avião Embraer 190 fabricado no Brasil tinha cerca de 10 anos e pertenceu a outras duas companhias antes de ser incorporado à frota da empresa mexicana. Em seu site, a Aeromexico afirma contar com sete jatos Embraer EMB-190 para 99 passageiros.

A Secretaria de Comunicações e Transportes (SCT) revelou que uma Comissão de Investigação e Acidente de Acidentes de Aviação já foi integrada com representantes da Aviação Civil, das associações profissionais do setor e representantes da Embraer.

Aviões robustos

Um especialista em aviação afirmou que atualmente os passageiros tem mais chance de sobreviver em razão da forma robusta como as aeronaves modernas são construídas.

Para Adrian Young, investigador de segurança aérea da empresa de consultoria holandesa To70, as chances de sobrevivência atualmente "são as maiores da história em parte porque os aviões são mais os mais resistentes da história".

Young também explicou que as pessoas estão menos propensas a ficarem presas entre os assentos e o assoalho do avião, especialmente em acidentes em superfícies relativamente niveladas e planas, como neste caso da Aeroméxico. 

Para o especialista, porém, ainda é muito cedo para especular sobre as causas da queda. / REUTERS, AFP e AP

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