Emergentes se calam sobre Irã, diz ´El País´

A crise do programa nuclear do Irã "pareceu ressuscitar o falecido Movimento dos Não-Alinhados, que era integrado pelos países que durante os anos da Guerra Fria proclamavam não dever obediência nem a Moscou e nem a Washington", segundo o jornal espanhol El País. Na reunião da Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), quinta-feira, "Venezuela, Cuba e Síria rechaçaram frontalmente a intenção das grandes potências de levar os planos atômicos de Teerã ao Conselho de Segurança da ONU, ao mesmo tempo em que países como Índia, Brasil e África do Sul mantiveram um silêncio clamoroso durante debate sobre a questão", diz artigo do El País. "Os chamados Não-Alinhados somam 17 dos 35 países que formam a direção da organização", acrescenta. Segundo o jornal, "essa nova frente de rejeição às potências ocidentais se consolidou em 4 de janeiro, quando o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, telefonou a Fidel Castro (presidente de Cuba), Hugo Chávez (da Venezuela) e Evo Morales (da Bolívia)".

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