Emirados Árabes defendem contratação de mercenários

Os Emirados Árabes Unidos defenderam a contratação de mercenários, inclusive ligados ao fundador da empresa norte-americana Blackwater, dizendo que os acordos são legais e ajudam a desenvolver as forças armadas. Empresas estrangeiras ajudam o exército dos Emirados por meio de planejamento, treinamento e suporte operacional, afirmou o general Juma Ali Khalaf al-Hamiri, um oficial veterano.

AE, Agência Estado

17 de maio de 2011 | 18h51

As declarações foram uma resposta à matéria do jornal The New York Times dizendo que os Emirados Árabes Unidos haviam contratado Erik Prince, fundador da empresa anteriormente conhecida como Blackwater, para montar uma força terrestre de 800 soldados estrangeiros.

O Conselho de Cooperação do Golfo, importante aliado árabe dos Estados Unidos, atualmente tem acordos com "terceiros" que ajudam suas forças armadas, disse o general. Ele confirmou que uma das empreiteiras é a Reflex Responses, ou R2, empresa que o jornal americano disse ter sido criada por Prince. Outras empresas empregadas pelos Emirados incluem companhias chamadas Spectre e Horizon, que al-Hamiri disse que oferecerem treinamento.

"Como se espera de um membro pró-ativo da comunidade internacional, todos os contratos das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos com entidades comerciais são condescendentes com a lei internacional e convenções importantes", afirmou o general, em uma nota na agência estatal de notícias WAM. Prince não foi localizado para comentar o assunto.

Al-Hamiri disse que as empreiteiras têm apoiado o exército dos Emirados no treinamento das forças iraquianas e afegãs, e "tem integrado o desenvolvimento bem-sucedido da capacidade militar robusta de mais de 40 mil soldados dos Emirados em alto estado de prontidão".

O pessoal de segurança de diplomatas americanos empregado pela empresa da Carolina do Norte Blackwater esteve envolvido em um tiroteio em Bagdá em 2007, o qual deixou 17 civis iraquianos mortos. Prince já não tem vínculos com a empresa, agora conhecida como Xe Services. Ele se mudou para a capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, no ano passado.

Em janeiro, a Associated Press noticiou que Prince estava envolvido em um programa multimilionário para treinar soldados para a luta contra piratas na Somália. O programa foi financiado por vários países árabes, inclusive os Emirados Árabes Unidos, de acordo com uma fonte próxima ao projeto e um relatório de inteligência. As informações são da Associated Press.

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