John Kerry em encontro com chanceler dos Emirados Árabes Unidos (2°, da esq. para dir.)
John Kerry em encontro com chanceler dos Emirados Árabes Unidos (2°, da esq. para dir.)

Emirados Arábes enviam esquadrão de caças à Jordânia

Objetivo seria ajudar nos ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico

AE, Estadão Conteúdo

07 de fevereiro de 2015 | 15h50

Os Emirados Árabes Unidos informaram neste sábado ter ordenado a partida de um esquadrão de caças F-16 para a Jordânia. Segundo uma autoridade do país, o objetivo era ajudar nos ataques aéreos contra o grupo Estado Islâmico. O país havia suspendido a sua participação nos ataques.

Os caças dos Emirados Árabes Unidos vão participar de ataques aéreos contra alvos do Estado islâmico, disse uma autoridade jordaniana que falou sob condição de anonimato por não estar autorizada a discutir o assunto com jornalistas.

O anúncio dos Emirados Árabes Unidos, transmitido pela agência de notícias estatal WAM, não informou o papel que os aviões de guerra dos Emirados irão desempenhar. Ambos os países são membros de uma coalizão militar liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico.

No ano passado, os Emirados Árabes Unidos haviam suspendido seus ataques aéreos depois que um piloto da Jordânia caiu sobre o norte da Síria e foi capturado pelos militantes do EI, conforme autoridades dos EUA. Os Emirados Árabes, que hospedam bases aéreas utilizadas pelos parceiros norte-americanos e da coalizão, não haviam comentado a suspensão dos ataques.

Os militantes recentemente divulgaram um vídeo mostrando o piloto da Jordânia Muath al-Kaseasbeh sendo queimado até a morte, enquanto estava preso em uma cela. As imagens irritaram a Jordânia e o restante da região. A Jordânia prometeu dura retaliação e disse que vai intensificar ataques a alvos do grupo Estado Islâmico. A partir de quinta-feira, jatos jordanianos realizam ataques diários, de acordo com meios de comunicação militares e estatais.

O ministro do Interior da Jordânia, Hussein al-Majali, disse ao jornal estatal al-Rai que o país irá atrás dos militantes "onde quer que estejam". Fonte: Associated Press.

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