Dado Ruvic/Reuters
Dado Ruvic/Reuters

Emirados Árabes Unidos registram vacina da Sinopharm e dizem que a eficácia é de 86%

Segundo as análises, a vacina também apresenta '99% de soroconversão de anticorpos neutralizantes e 100% de eficácia na prevenção de casos moderados e graves da doença'

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2020 | 04h55

DUBAI — O Ministério da Saúde e Prevenção dos Emirados Árabes Unidos (EAU) disse nesta quarta-feira, 9, que registrou a vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica Sinopharm e pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim, relatou a agência estatal do país (WAM).

Em uma declaração divulgada pelo WAM, o Departamento de Saúde dos Emirados observou que essa vacina, cuja aplicação foi autorizada para uso emergencial por profissionais de saúde em setembro, foi "86% eficaz" contra o coronavírus.

Segundo as análises, a vacina também apresenta “99% de soroconversão de anticorpos neutralizantes e 100% de eficácia na prevenção de casos moderados e graves da doença”, segundo a nota.

O ministério também indicou que as análises não mostraram problemas de segurança "sérios" em uma vacina que iniciou seus testes clínicos de fase três em julho.

Neste sentido, o fato de os Emirados Árabes Unidos terem registado a vacina representa “um importante voto de confiança das autoridades sanitárias dos Emirados Árabes Unidos na segurança e eficácia desta vacina”, refere a nota.

Os ensaios clínicos de fase três da vacina incluíram 31 mil voluntários de 125 nacionalidades apenas nos Emirados.

A Sinopharm desenvolve duas vacinas diferentes, ambas de vírus inativado: uma com o Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan e outra com o Instituto de Produtos Biológicos de Pequim.

Os dois imunizantes têm sido usados na China em casos especiais desde agosto passado, principalmente entre médicos e militares, além de diplomatas empregados no exterior, que já receberam sua dose.

Os ensaios clínicos das vacinas Sinopharm foram realizados nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Egito, Jordânia, Peru e Argentina./EFE

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