Emirados recebem Bush em sua passagem pelo Golfo Pérsico

O xeque Abdullah, citado pela imprensa local, destacou que os EAU são o parceiro comercial

EFE,

13 de janeiro de 2008 | 05h23

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) deram as boas-vindas ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que chega neste domingo, 13, a este país do Golfo Pérsico, mas manifestaram que a região árabe precisa de ajuda para o desenvolvimento econômico, e não de tensão. Bush deve aterrissar em Abu Dhabi antes do meio-dia (horário local), procedente do vizinho Barein, em uma viagem pelo Oriente Médio e o Golfo Pérsico, na qual visitou também Israel, Cisjordânia e Kuwait. Nos Emirados, um dos estreitos aliados árabes dos EUA, suas conversas serão centradas, da mesma forma que nas capitais que visitou até agora, no processo de paz no Oriente Médio, no programa nuclear iraniano, na segurança do Golfo e nas crises no Iraque e Líbano. Além de reunir-se com o presidente dos EAU, xeque Khalifa Bin Zayed al-Nahyan, Bush pronunciará um discurso em Abu Dhabi, e realizará nesta segunda-feira, uma breve visita a Dubai, a capital comercial dos Emirados, antes de seguir viagem para a Arábia Saudita e o Egito. O ministro de Assuntos Exteriores dos EAU, xeque Abdullah bin Zayed al-Nahyan, qualificou de "histórica" a visita de Bush a este país, e elogiou as "sólidas" relações com Washington nos âmbitos político, econômico, militar e cultural. O xeque Abdullah, citado pela imprensa local, destacou que os EAU são o parceiro comercial mais importante de Washington na região, e cifrou em US$ 13 bilhões o volume da troca comercial entre os dois países em 2006. As autoridades locais insinuaram, no entanto, que tanto os Emirados como os demais Estados árabes estão mais centrados no desenvolvimento econômico do que em questões militares, em alusão a sua oposição aos planos de Bush de pedir sua ajuda contra o Irã. "Acreditamos que a ajuda na construção de uma economia regional forte é o melhor meio para conseguir uma permanente estabilidade social no Oriente Médio", disse o xeque Mohamad bin Rashid al-Maktoum, o vice-presidente dos EAU. O xeque Mohamad, quem é também primeiro-ministro dos EAU e governante de Dubai, considerou que os árabes querem se concentrar no ensino e na criação de oportunidades de trabalho, já que só no mundo árabe "há 80 milhões de jovens sem trabalho". "O ensino e o trabalho são a base para construir um mundo mais seguro, e se trabalharmos por eles haverá a cada dia menos jovens decepcionados e diminuirão os que estão dispostos a adotar idéias radicais", acrescentou o xeque Mohamad em artigo que publica neste domingo, no jornal local "Al Bayan".

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