Emissora de televisão opositora é alvo de tiros na Tailândia

Apresentador sai de cena às pressas após ouvir barulho de disparos no estúdio da ASTV

Agências internacionais,

28 de novembro de 2008 | 16h48

 Os estúdios de uma emissora de televisão contrária ao governo na Tailândia foram alvo de tiros durante uma transmissão. No vídeo, o apresentador é visto correndo depois de ouvir tiros. Segundo a BBC, as luzes do estúdio foram apagadas para garantir a segurança da equipe. A emissora ASTV apóia os protestos que já duram vários meses para remover o governo tailandês do poder.   O primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, substituiu nesta sexta-feira o chefe da polícia nacional, em meio ao impasse causado por manifestantes que ocupam aeroportos em Bangcoc. O comunicado sobre a saída do general da polícia Patcharawat Wongsuwan não menciona o motivo da troca. Quem assumiu o posto interinamente foi o major-general Prateep Tanprasert. Nos últimos dias a capital tailandesa sofre com o bloqueio imposto pelos manifestantes no tráfego aéreo de Bangcoc Eles pedem a saída de Somchai do cargo.   Também nesta sexta-feira, os manifestantes que ocupam o aeroporto internacional de Bangcoc concordaram em negociar no sábado com autoridades, segundo a polícia. Centenas de policiais estavam concentrados na área, mas segundo o vice-comandante da polícia regional, major-general Piya Sorntrakoon, "não haveria uma investida". No fim da quinta-feira, Somchai declarou estado de emergência nos aeroportos e no entorno, dizendo que os manifestantes faziam o país refém. O movimento é comandado pela oposicionista Aliança do Povo Pela Democracia.   Os manifestantes acusam o atual governo de ser corrupto e Somchai de ser um fantoche do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra. Somchai é cunhado de Shinawatra, que foi condenado por corrupção e vive exilado. Shinawatra afirma ser inocente e qualifica os processos que sofre como políticos. O atual primeiro-ministro, eleito democraticamente, também nega qualquer irregularidade.   O poderoso chefe das Forças Armadas pediu na quarta-feira que o primeiro-ministro dissolva o Parlamento e convoque novas eleições. Porém Somchai não concordou com a idéia, aumentando os temores de um fim sangrento para a ocupação nos aeroportos.

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